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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sócio estratégico na Oi

Um novo equilíbrio de forças no setor de telecomunicações começou a ser desenhado ontem, quando os principais acionistas da Oi e executivos da Portugal Telecom reuniram-se noite adentro para formalizar a entrada da companhia europeia no bloco de controle da operadora brasileira. É esperado que o acordo seja anunciado hoje.
O negócio cria uma empresa de telefonia luso-brasileira, projeto que foi concebido durante o governo Lula e que conta com o apoio do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates. A assinatura dos contratos que vão selar a parceria estava em andamento ontem, mas não havia sido concluída até o fechamento desta edição.
O acordo segue as bases do desenho anunciado no fim de julho e prevê que os portugueses farão um desembolso de R$ 8,4 bilhões para entrar em diversos níveis da complexa estrutura societária da operadora brasileira de telefonia. Paralelamente, devem ser unidas as estruturas da Contax, empresa de call center que tem os mesmos controladores da Oi, e da Dedic, da Portugal Telecom (PT). Está previsto que, depois, a Oi também adquira uma fatia do capital da companhia portuguesa.
Segundo o modelo que vem sendo costurado há vários meses, a PT deve ficar com uma fatia direta de 12,1% na holding Telemar Participações. Além disso, vai adquirir 35% da AG Telecom (empresa do grupo Andrade Gutierrez) e 35% da La Fonte Telecom (da família Jereissati).
Na etapa seguinte, a Portugal Telecom vai participar dos aumentos de capital de cerca de R$ 12 bilhões que serão feitos nas empresas listadas em bolsa: a Tele Norte Leste e a Telemar Norte Leste. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os fundos de pensão que fazem parte do bloco de controle da Oi já decidiram que não acompanharão esses aportes e, portanto, terão diluída sua participação na operadora.
Depois de concluída a operação, as fundações vão ficar com menos de 8% da Telemar Norte Leste. A BNDESPar terá pouco mais de 12%. A PT, por sua vez, terá o equivalente a 22,4% da companhia operacional
O acordo entre a Portugal Telecom e a Oi foi divulgado em 28 de julho do ano passado. Na mesma data, os portugueses anunciaram a venda dos 50% que tinham no bloco de controle da Vivo para a espanhola Telefónica, após anos de disputa pelo comando da operadora de telefonia móvel.
Com os 7,5 bilhões recebidos por sua fatia na Vivo, a Portugal Telecom negociou sua entrada na Oi. Para a companhia portuguesa, era vital manter-se no Brasil - mercado que há anos é sua principal fonte de crescimento.
Por causa do grande número de acionistas envolvidos e da complexidade da operação - eram cerca de 50 os contratos a serem assinados -, o anúncio mudou de data algumas vezes. Inicialmente, chegou a ser cogitado para a quarta-feira da semana passada, mas foi adiado e remarcado sucessivamente até que todos os detalhes foram ajustados. Já era fim de tarde de anteontem, em Lisboa, quando o executivo-chefe da Portugal Telecom, Zeinal Bava, foi avisado de que estava tudo pronto e que poderia vir ao Brasil para formalizar a assinatura.
A presença portuguesa na companhia foi costurada de forma a permitir a participação de representantes da PT no conselho de administração da holding Telemar Participações (TmarPart), o topo na estrutura societária, e da Tele Norte Leste Participações.
Também está prevista a participação dos novos sócios em comitês temáticos no conselho. Na estrutura atual já existem três: finanças, recursos humanos e riscos e contingências. Agora, serão criados novos grupos, um deles voltado para novas tecnologias, em especial banda larga e TV.
Ao longo das negociações, houve uma preocupação dos atuais controladores em afirmar que não haverá mudança no controle da Oi e que essa continuará nas mãos de brasileiros. Na época em que o então presidente Lula assinou decreto permitindo a compra da Brasil Telecom pela Oi, todo o discurso foi no sentido de criação de uma grande operadora nacional.
Mas o tempo todo, mesmo depois de anunciado que a PT ficaria com 10% do controle, já era esperado que os portugueses chegassem a mais. A fatia já passou para pouco mais de 12%. Agora, com o call centers, a PT passará a ter maior fatia no grupo como um todo.
Fonte: Valor

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Petrobras já planeja novo gasoduto e dez plataformas no pré-sal

Tupi é emblemático. Com ele, o pré-sal da bacia de Santos tornou-se o centro de um polo com vários reservatórios e a Petrobras mudou de patamar pelo volume de reservas estimadas e pelo valor de mercado. Entre o antes e o depois de Tupi, o valor da estatal saltou de US$ 93,2 bilhões (em outubro de 2006, quando foi concluído o poço pioneiro de Tupi), para US$ 197 bilhões em outubro de 2010.
Tupi - cuja comercialidade precisa ser declarada até sexta-feira - deverá chegar ao fim de 2011 produzindo 100 mil barris/dia de petróleo e até 5 milhões de metros cúbicos de gás. Junto com a plataforma Cidade de Angra dos Reis (instalada em Tupi em outubro), os planos para a região do pré-sal já nas mãos da estatal e seus sócios incluem a chegada de mais dez plataformas (até 2016), um novo gasoduto de 350 a 400 quilômetros para escoar o gás da região de Tupi e entorno e novas estratégias logísticas, incluindo estações intermediárias com capacidade para armazenar (em alto mar) grandes quantidades de petróleo.
Quando virar campo, Tupi também deverá mudar de nome. Há quem aposte que se chamará Lula, já que a regra do Ibama é que os nomes dos campos venham da fauna marinha. Qualquer que seja o nome, ele detém o recorde de ser o que mais cedo entrou em produção, ainda que em fase de testes: menos de três anos entre a conclusão do primeiro poço, anunciado em outubro de 2006, e o início do teste de longa duração, em abril de 2009. Antes dele, a média era de a cinco a sete anos entre a descoberta e o primeiro óleo.
Desde 2009, quando começou o teste de longo duração de Tupi (ainda com a plataforma Cidade São Vicente) já foram produzidos mais de 7 milhões de barris de petróleo e gás na área. Para chegar aos 100 mil barris/dia, a Petrobras prevê a conexão gradual de seis poços produtores de petróleo, um poço injetor de gás, um injetor de água e outro capaz de injetar, alternadamente, água e gás.
Além da plataforma de Tupi estão previstas mais dez plataformas na área do pré-sal, sendo dois pilotos para produção antecipada em Guará (2013) e Tupi Nordeste (2014). Entre 2015 e 2016 virão as outras oito plataformas chamadas na Petrobras de "replicantes" - projetos quase idênticos, mas não iguais - a serem construídas no estaleiro Rio Grande.
Além do petróleo, Tupi também vai produzir gás natural. José Formigli, gerente-executivo de Exploração e Produção da Petrobras para o pré-sal, explica que a transferência de gás de Tupi para Mexilhão só será possível para os três primeiros pilotos (Tupi, Guará e Tupi Nordeste), limitada a 10 milhões de metros cúbicos por dia de gás. "Temos que ter outra rota em 2014, quando entrar o primeiro replicante, já que o último piloto entra em 2013", explica.
Para escoar a produção adicional de gás, uma das soluções é construir um novo gasoduto de 350 a 400 quilômetros saindo de Tupi-Iracema direto para Cabiúnas (RJ) , onde a Petrobras já opera estação de tratamento e poderá receber volumes adicionais sem necessidade de obra grandiosa. O projeto já está quase pronto e, segundo Formigli, só falta "terminar algumas curvas". Ele terá capacidade para transportar de 11 a 13 milhões de m3/dia.
Antes dessa fase, o gás excedente servirá para gerar energia a bordo da plataforma de Tupi e ser reinjetado ou exportado para terra por gasoduto até a plataforma de Mexilhão. De lá ele será escoado para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em Caraguatatuba (SP), onde será tratado e distribuído ao mercado. Para não queimar o gás, a Petrobras estuda plantas de liquefação de gás embarcadas, ou FSOs de gás - antes conhecidas pela sigla Gás Natural Liquefeito Embarcado (GNL-E).
Formigli lembra que a infraestrutura de gás é complexa, já que na concepção ela precisa vir junto de um projeto para comercialização do insumo, para que ele possa ser monetizado. No momento, os estudos econômicos indicam que os FSOs de gás serão instalados nos testes de longa duração (TLDs).
Depois de explorar toda a bacia de Campos usando como base o aeroporto de Macaé (RJ), o pré-sal de Santos vai contar com cinco bases de apoio aéreo: Cabo Frio, Jacarepaguá, Itaguaí (todos no Rio), Itanhaém (SP) e a base aérea de Santos. Para apoio marítimo serão usados os terminais dos portos de Macaé, Rio de Janeiro, Itajaí, Itaguaí e a base de Santos, onde o aeroporto já está pronto.
A Petrobras também está analisando a criação de "plataformas-hub", uma espécie de rodoviária no mar, onde as pessoas chegarão de transporte marítimo e sairão de helicóptero até as plataformas. A estatal ainda esbarra em projetos de embarcação com estabilidade suficiente para permitir essa movimentação de barcos, helicópteros e pessoas. "Todo mundo acha que é óbvio, mas não é. E o preço? Já foi oferecido até um porta-aviões. Só que um porta-aviões se ficar parado tem o péssimo hábito de ficar virando de um lado para outro. Tem casco fininho porque precisa ter velocidade, e quando para, rola. E aí o helicóptero não pousa", afirma o executivo.
Esse é apenas um dos desafios de engenharia e projetos que a Petrobras está enfrentando para desenvolver a produção de petróleo no pré-sal. A empresa já está implantando o conceito de "hubs" na bacia de Campos onde rebocadores podem se abastecer em navios gigantes da Petrobras capazes de suprir combustível para várias embarcações durante vários dias. Mas para atender tantos navios indo e vindo para as plataformas do pré-sal esse modelo causaria o que Formigli chama de "engarrafamentos" em alto mar. Para estudar isso, a companhia criou um grupo de trabalho chamado Gerenciamento Integrado de Operações (GIOP). Mas é para o futuro.
No curto prazo, a Petrobras trabalha para permitir que seus sócios em Tupi (BG, com 25% e Galp, com 10%) e Guará (BG com 30% e Repsolcom 25%) possam ter acesso ao petróleo. Toda a produção da fase de testes de Tupi foi vendida à Petrobras.
Para ficar com sua parte na produção os sócios poderão retirar sua parte do óleo por meio de navios aliviadores com sistema de posicionamento dinâmico (o Shuttle DP, na linguagem técnica) que poderão ser carregados diretamente da plataforma de produção. À medida em que o volume aumenta, essa logística fica muito cara. Para os três primeiros testes de longa duração, a Petrobras acertou com os sócios que eles poderão usar uma estação intermediária a ser instalada em águas rasas na região da Bacia de Campos.
A estação, chamada Unidade Offshore de Transferência e Exportação (UOTE), será formada por um navio de 280 mil toneladas adaptado para funcionar como plataforma do tipo FSO (sigla para Flotation, Storage and Offloading), com capacidade de armazenar entre 1,5 a 1,8 milhão de barris de petróleo. Ela será ligada a duas monobóias e funcionará como um porto em alto-mar, no qual os navios poderão atracar, carregar e partir sem necessidade de mover-se até o continente. "Essa solução só serve para os primeiros testes de longa duração. Para as plataformas replicantes vamos definir outra estratégia. Mas os sócios também podem chegar à conclusão que o volume de óleo justifica uma estação deles", diz Formigli.
Para além do horizonte das dez plataformas (2017 em diante), a estatal pesquisa outros modais para escoar a produção, inclusive dutos. O desafio é construir bombas capazes de gerar pressão suficiente para bombear óleo diretamente de uma plataforma ou do fundo do mar, e com força suficiente para chegar na costa paulista, a 320 km de distância. "Esse modal por duto está sendo trabalhado e estão sendo buscadas soluções tecnológicas", diz Formigli.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Preço do petróleo tende a recuperar nível pré-crise


A cotação do petróleo pode voltar, em um prazo de cinco anos, aos patamares registrados antes da crise, quando o barril da commodity chegou a ficar perto da marca de US$ 150. Essa é a expectativa de Benoît de Vitry, chefe do departamento de commodities e mercados emergentes do Barclays Capital.
O petróleo atingiu sua cotação máxima em julho de 2008, antes da quebra do Lehman Brothers em setembro. O primeiro contrato do WTI bateu recorde de US$ 145,29 no dia 3 de julho. No mesmo dia ocorreu a máxima do Brent, quando fechou a US$ 146,08.
Apesar disso, Vitry ressalta que a volatilidade de preços nesse mercado deverá persistir até o fim do processo de recuperação da economia global, que deverá durar mais dois anos, aproximadamente. Mesmo assim, a oscilação tende a ser mais suave do que a observada durante a fase mais dura da crise financeira, observa.
Segundo o analista, o valor do petróleo, que tem oscilado dentro da faixa de US$ 80 a US$ 90, deverá passar a variar dentro da banda de US$ 90 a US$ 100 no segundo e terceiro trimestres deste ano, para, em seguida, alcançar o intervalo de US$ 90 a US$ 100.
"Nossa visão é a de que os preços subirão no curto, médio ou longo prazo, puxados pelos fundamentos de oferta e demanda", afirma o especialista do Barclays.
De acordo com Vitry, historicamente, as perspectivas do mercado costumam superestimar a tendência de produção, e, por outro lado, subestimar o consumo. "Assim, sempre tivemos mais demanda do que o esperado e menos produção do que o esperado", afirma ele.
Nesse sentido, Vitry afirma que não há risco de escassez de reservas de petróleo nos próximos dez anos, mas a atividade de produção, assim como os investimentos em exploração, dependerão do preço que o produto atingir no mercado. "Não faltará petróleo no mundo, a questão é o preço", diz.
Nos cálculos da equipe de pesquisas em commodities do Barclays, o petróleo WTI, negociado em Nova York, deverá alcançar a cotação média de US$ 92 no quarto trimestre. Ontem, o contrato para vencimento em maio do WTI fechou a US$ 85,39.
Para o Brent, negociado em Londres, a expectativa é de uma cotação média de US$ 91 nos três últimos meses do ano, ante o patamar de US$ 84,81 no fechamento de ontem, no contrato para maio.
Na média, os preços da commodity acumularam em março quatro trimestres seguidos de valorização, além de marcar nos primeiros três meses deste ano o quinto maior patamar médio da história, segundo relatório do banco. Mas em relação aos picos registrados em 2008, o WTI apresenta um queda de 41,23% e o Brent tem um perda de 41,94%.

sábado, 6 de março de 2010

Petróleo fecha a US$ 81,50, máxima em sete semanas


NOVA YORK - Os futuros do petróleo subiram para o seu mais alto nível em sete semanas nesta sexta-feira, quando o Departamento do Trabalho do governo dos EUA informou que a economia perdeu menos empregos que o esperado em fevereiro, oferecendo encorajamento à recuperação econômica. Os investidores se moveram para o petróleo na expectativa de que o consumo do combustível crescerá, à medida que o ritmo do crescimento econômico se acelera.

O petróleo light, em contrato de entrega para abril, fechou em alta de US$ 1,29 (1,6%) em US$ 81,50 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), no maior preço de fechamento desde 11 de janeiro. O petróleo brevemente atingiu um patamar acima de US$ 82 o barril, chegando a uma máxima intraday de US$ 82,07. A mínima, considerando as transações eletrônicas, foi de US$ 80,47. Já o barril do petróleo Brent, negociado no mercado eletrônico ICE, fechou com alta de US$ 1,35 (1,7%) a US$ 79,89.

"O preço subiu com os números do emprego, sugerindo que a recuperação econômica segue em curso, e também devido à força do mercado de ações", disse Peter Beutel, presidente da empresa Cameron Hanover, em Stamford, Connecticut (EUA).

Os mercados de ações também estavam em alta, uma vez que os investidores, animados pelos dados de empregos, saíram à busca de ativos de maior risco.

Uma melhora no mercado de trabalho poderá levar a gastos mais elevados dos consumidores, com mais dinheiro disponível para gastar em viagens de férias, quando mais motoristas poderão pegar a estrada, o que aumentará a demanda por combustível.

Os dados de emprego "apontam para uma perspectiva de melhora para a economia e é positivo para a demanda da gasolina que o emprego cresça", disse John Kilduff, da Round Earth Capital em Nova York.

Ele notou que o uso da capacidade das refinarias ainda está baixo. A gasolina entra mais no foco entre março e maio, quando as refinarias dos EUA produzem o combustível que será consumido mais tarde nas férias a partir de julho, disse Beutel.

Há alguma cautela dos analistas, contudo, sobre se o movimento de alta do petróleo será sustentado por apenas um relatório sobre o emprego.

Kilduff notou que comunicados positivos da China sobre sua economia também ajudaram a dar apoio ao mercado do petróleo, acalmando alguns temores recentes sobre se o crescimento econômico seria limitado pelos aumentos nos compulsórios dos bancos, mais cedo no ano.

O Congresso Nacional do Povo da China começou nesta sexta-feira a sua reunião anual, com o primeiro-ministro Wen Jiabao dizendo que o país continuará a apoiar a economia, enquanto tenta frear os empréstimos e administrar as consequências de um enorme programa de estímulo.

Enquanto o preço do petróleo pode agora mirar para um alvo de US$ 85 o barril, Kilduff alertou que a alta ainda está vulnerável a movimentos nas moedas e que ainda existem preocupações sobre riscos nas dívidas soberanas, que poderão abalar novamente a confiança econômica. A demanda por petróleo nos EUA também precisa mostrar sinais convincentes de melhora. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Emergentes aumentam demanda global de petróleo, diz AIE

    Assis Moreira | Valor
    11/02/2010 08:53
Texto:A-A+
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BRUXELAS - A demanda global por petróleo este ano será maior em razão da crescente atividade nas economias emergentes, principalmente na Ásia, segundo projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). A entidade estima agora que a demanda global chegará a 86,5 milhões de barris por dia, ou 1,6 milhão a mais por dia do que em 2009.

Do lado do suprimento, entre os países não membros do cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), é o Brasil que deverá apresentar a maior expansão de produção este ano. A AIE estima que ela vai crescer 220 mil barris por dia (incluindo o equivalente em etanol), seguido pela produção da China, com mais 170 mil barris diários, Azerbaijão, com 120 mil barris por dia, e a Rússia, com 100 mil barris por dia.


Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/internacional/13/6101434/emergentes-puxam-demanda-de-petroleo#ixzz0fEQXW5Gm

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ações da Brasil Telecom caem 9,70% com congelamento de incorporação

Oi interrompou o processo de absorção de papéis Brasil Telecom após encontrar provisão extra de 1,29 bilhão

| 15.01.2010 | 11h36

A Oi informou nesta sexta-feira que decidiu suspender a incorporação das ações da Brasil Telecom devido a uma nova análise contábil, que determinou um acréscimo de 1,29 bilhão de reais nos valores de provisão destinados a contingências judiciais da empresa comprada em janeiro de 2009. A partir do anúncio, as ações preferenciais da Brasil Telecom, (BRTO4) despencaram na Bovespa e, às 11h30, operavam com baixa de 9,70%, sendo negociadas a 15,10 reais. Os papéis da Oi (TNLP4) também apresentavam uma redução de 3,15% em seu valor, que chegava a 35,40 reais.

Com esse aumento, as despesas totais com provisões daBrasil Telecom. chegariam a 2,53 bilhões de reais. A Oi anunciou que realizará estudos para que os gastos envolvam de maneira proporcional as duas companhias e seus acionistas. Como após a análise a divisão passará por aprovação interna, ainda não há previsão de quando a incorporação será retomada.

Segundo auditoria realizada pela BDO Trevisan, esse valor extra de provisões seria dispensado a gastos com ações na Justiça referentes à súmula 371 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 2009, que determinou à Brasil Telecom a compensação aos consumidores em regime de contrato de participação financeira através do valor patrimonial das ações (VPA) referente ao balanço do mês em que o serviço foi contratado.

Antigamente, quando os serviços eram contratados por meio desse modelo de “financiamento”, era dado à companhia um período de doze meses para a compensação aos consumidores por meio de papéis na bolsa. A quantidade de ações repassada era calculada a partir da divisão entre o total gasto na aquisição e o VPA.

Os contratantes começaram a se sentir lesados a partir do momento em que o VPA subiu com a inflação brasileira na década de 1990 e a quantidade de papéis adquiridos tornou-se menor. A partir da súmula do STJ, que também determina que ações judiciais semelhantes sejam resolvidas da mesma maneira, os consumidores conquistaram a oportunidade de reajustar as ações de acordo com o valor determinado no mês da compra.

Como essa nova determinação da Justiça não havia sido incluída na auditoria contábil à época em que a Oi divulgou a incorporação da Brasil Telecom, foi identificada essa discrepância de valores provisionais em segunda análise, o que provocou o congelamento do processo.

Para os analistas do banco Barclays, ainda há muitas incertezas envolvidas nesse processo e não é possível determinar quem vai pagar a conta dessa nova provisão: os acionistas da Oi ou da Brasil Telecom. No entanto, o banco acredita que a discussão pode atrasar a conclusão da fusão, postergar a captura de sinergias e ter um impacto negativo nos resultados da Oi.

Fonte: Portal Exame

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Teoria da conspiração? Tese de fraude do petróleo aponta roubo de US$ 2 trilhões/mês

Por: Valter Outeiro da Silveira
26/11/09 - 13h24
InfoMoney

SÃO PAULO - Bernard Madoff entrou para a história como ninguém deseja, ao ser o mentor do esquema Ponzi que resultou em um prejuízo total de US$ 50 bilhões, segunda maior fraude da história dos EUA, atrás apenas do escândalo da Enron em 2001, com perdas de US$ 63,4 bilhões.

Imagine se existisse uma fraude 50 vezes superior à de Madoff, com cerca de US$ 2,5 trilhões em perdas. Além do montante expressivo, idealize uma periodicidade mensal para tal prejuízo. Do impossível para a realidade subliminar, esse é o provável montante que os traders e bancos roubam da renda real do mundo através do petróleo.

Em artigo publicado no website Seeking Alpha, Philip Davis desnuda a possibilidade da maior fraude existente na história, ao revelar como aproximadamente 99% dos negócios nos mercados futuros de petróleo não passam de meras especulações, em um esquema envolvendo bancos, petrolíferas e até a própria imprensa.

Fantasma de mão dupla
"US$ 2,5 trilhões é menos do que o preço excedente que a população é manipulada todo mês para pagar por um barril de petróleo", afirma Davis, ao ressaltar que tais roubos ocorrem na ICE (Intercontinental Exchange).

Criada em 2001, a ICE possui como fundadoras as petrolíferas BP (British Petroleum), Royal Dutch Shell e Total, além dos bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, Deutsche Bank e Société Générale. A bolsa é sediada em Altanta, nos EUA, mas a regulação norte-americana passa longe das negociações.

Tamanha falta de regulação gera as chamadas dark pools of liquidity, ATS (Alternative Trading Systems) usados por traders que procuram movimentar grandes quantias sem revelar as operações no mercado aberto. Como decorrência, a especulação toma forma, e explica como o barril de petróleo saltou de US$ 40,00 para US$ 80,00 somente este ano, em meio à fraca demanda física pela commodity.

Á procura da verdade, Davis mostra que investigação do Congresso dos EUA datada de 2003 descobriu como a ICE é usada para facilitar negociações "round trip" (viagens de ida e de volta), nas quais uma firma "A" vende energia para uma empresa "B", que vende novamente o mesmo montante de volta para a firma "A": o resultado real é nulo, mas o sinal ascendente para os preços do petróleo não.

Preços disparam e ignoram demanda real
Na época em que a DMS Energy foi investigada pelo governo norte-americano, a empresa de energia assumiu que nada menos de 80% das negociações em 2001 eram fantasmas. Em movimento semelhante, a Duke Energy revelou que negociou US$ 1,1 bilhão através das round trips, sendo dois terços comercializados na ICE.

"Você pode enxergar o dano causado pelo Goldman Sachs e por sua gangue de ladrões quando olhar a diferença de preços antes da criação da ICE e depois da criação da ICE", afirma Davis, ao ressaltar que, em apenas cinco anos após a criação (de 2001 a 2006), os preços das commodities triplicou - contraparte impossível na demanda.

Para Chris Cook, ex-diretor da International Petroleum Exchange, os laços entre bancos e petrolíferas são bem mais antigos do que se pensa. "Parece-me claro que o Goldman Sachs e a BP vêm trabalhando em cooperação - ao menos em um nível estratégico - por pelo menos 15 anos", diz Cook.

A ponte mais do que estreita entre bancos e petrolíferas lembra a tese de Vladimir Lenin no texto "Imperialismo, fase superior do capitalismo", no qual explicita a junção entre capital industrial e capital bancário, resultando apenas em um tipo de capital: o financeiro.

Petróleo: causa da recessão?
Antes da existência da ICE, as famílias norte-americanas gastavam, em média, 7% de sua renda em alimentos e combustíveis. No último ano, a proporção saltou para 20%. "Isso é 13% da renda de todo norte-americano, o que dá mais de US$ 1 trilhão por ano, roubados através da manipulação do mercado", completa Davis, citando que, em uma escala global, US$ 4 trilhões são roubados por ano - 80 vezes o tamanho da fraude de Madoff.

Nesse sentido, Jeff Rubin, economista-chefe do CIBC (Canadian Imperial Bank of Commerce), sugere que a recessão corrente foi causada pelos altos preços do petróleo, ao afirmar que as hipotecas não pagas nos EUA são apenas um sintoma da doença causada pelo óleo bruto. Talvez explique porque o Japão e algumas economias na Zona do Euro entraram em recessão antes mesmo da bolha norte-americana estourar.

Além disso, os elevados preços do petróleo foram responsáveis por quatro das últimas cinco recessões do mundo, podendo ter começado também a atual, caso confirmada a tese. "Os choques do petróleo criam recessões, ao transferirem bilhões de dólares de economias em que os consumidores gastam cada centavo que possuem para países com alta taxa de poupança. Enquanto esses petrodólares podem ser reciclados de volta para fundos soberanos de investimento, eles não são reciclados para a demanda real", completa Rubin.

Parabéns, você construiu Dubai
Embora sem provas concretas, dada à falta de regulação na ICE - reguladores seriam subornados? -, a teoria da manipulação pode ser verdadeira, em um mercado cansado de especulação. Ou seria o próprio mercado a personificação da especulação?

Entre tantas questões, sempre lembre: quanto será da minha renda que está indo para a construção de um palácio de ouro no Oriente Médio, ou para algum trader do Goldman Sachs?

Fonte: Infomoney

terça-feira, 9 de junho de 2009

Dólar cai e preço do petróleo volta a superar US$ 70 por barril

SÃO PAULO - Os preços futuros do petróleo encerraram com valorização, amparados pela alta no mercado acionário e tambem pela depreciação da moeda americana. Agentes de mercado também começam as apostas sobre os estoques nos EUA em boletim a ser divulgado amanhã. Não há consenso sobre o relatório.

O contrato de WTI negociado para o mês de julho em Nova York fechou a US$ 70,01, com aumento de US$ 1,92. O vencimento para o mês seguinte avançou US$ 1,71, para US$ 70,74. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês subiu US$ 1,74, para US$ 69,62. O contrato para agosto encerrou cotado a US$ 70,30, com valorização de US$ 1,63 em relação ao pregão anterior.

Hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos elevou a previsão de preço médio do barril de petróleo para este ano de R$ 51,70 para R$ 58,70. A nova estimativa também incentivou a valorização da commodity no mercado internacional.

Analistas do segmento continuam ponderando, no entanto, que o mercado de petróleo não está se movimentando com base em fundamentos de oferta e demanda, mas segue influenciado mais fortemente pelo comportamento dos demais ativos e commodities, sobretudo pela moeda americana.

O vaivém do dólar, por sua vez, continua associado à confiança ou cautela em relação ao endividamento dos Estados Unidos e a recuperação da economia. A emissão de títulos pelo Tesouro americano para injetar liquidez na economia vem gerando forte desvalorização do dólar em relação a outras moedas globais.

Nos momentos de incerteza global, os investidores ainda se abrigam no dólar, mas conforme diminui o risco em outros mercados os agentes têm buscado a diversificação em outras moedas e ativos, o que reduz o preço da divisa.

A baixa do dólar, por sua vez, afeta diretamente a demanda por contratos de petróleo, que são cotados em moeda americana e ficam mais baratos e atraentes aos investidores.

Fonte: Globo.com

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Preços do petróleo cedem ao menos US$ 2 em Londres e Nova York

SÃO PAULO - Os preços do petróleo recuavam nesta jornada. Os agentes acompanham a situação da economia global e o impacto na demanda por combustíveis. Além disso, merece atenção a paridade do dólar frente a outras moedas.

Ontem, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou esperar uma queda de 2,6 milhões de barris por dia na demanda global de petróleo em 2009 em relação a um ano antes.

A nova revisão para baixo da estimativa está relacionada com o desaquecimento da atividade econômica no mundo.

Minutos atrás, em Londres, o Brent para julho cedia US$ 2,46, para US$ 56,13. O vencimento de agosto estava a US$ 56,94, com baixa de US$ 2,49.

Em Nova York, o WTI para junho perdia US$ 2,06, cotado a US$ 56,56. O contrato de julho declinava US$ 2,26, para US$ 57,16.

Fonte: O Globo.com

domingo, 10 de maio de 2009

Petróleo fecha a US$ 58,63 em Nova York, maior valor em seis meses

Dados sobre emprego nos EUA animaram os investidores no dia.
Produto também seguiu de perto o humor dos mercados financeiros.

Os preços do petróleo subiram para o patamar mais alto dos últimos seis meses nesta sexta-feira em Nova York (8), depois que a divulgação de números sobre o desemprego melhores do que o previsto reforçaram a impressão de que a economia vai se recuperar mais cedo que o previsto.


Com isso, na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (Nymex), o barril de petróleo com vencimento em junho subiu US$ 1,92, fechando a US$ 58,63. O barril de óleo cru teve valorização de 10,2% durante a semana, no mercado norte-americano.

 

Em Londres, o produto com entrega em junho também teve alta, de US$ 1,67, fechando a US$ 58,14. "Os preços da energia parecem desafiar a gravidade", comentou Phil Flynn, da Alaron Trading.

 

 Acompanhando o mercado

Há várias semanas que os preços do petróleo acompanham a evolução das bolsas, que teriam capacidade de antecipar a recuperação econômica, servindo como "termômetro" para a demanda mundial do produto.


"É um impulso financeiro que não condiz com a realidade do mercado", concordou Antoine Halff, da Newedge Group. "O aumento se deve a uma intensificação do otimismo com os fundos de investimentos", explicou.


Nesta semana, além da perda de empregos menor que a esperada (539 mil vagas foram fechadas em abril), Além disso, as últimas estatísticas do Departamento Americano da Energia mostraram que as reservas de bruto diminuíram na semana passada nos Estados Unidos, devido a uma maior atividade das refinarias.


Fonte: Globo.com

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Petróleo nos EUA tem leve alta apesar de queda em Wall Street

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos atingiram o maior nível em quase seis meses nesta quinta-feira, mas fecharam abaixo do pico de 2009 registrado durante a sessão.

Realização de lucros, após um enfraquecimento em Wall Street, reduziu a força do petróleo.

O enfraquecimento do dólar diante do euro, dados sobre pedidos de auxílio-desemprego nos EUA melhores que esperados e esperanças crescentes de recuperação econômica impulsionaram o mercado de petróleo mais cedo.

"A reviravolta do S&P causou a realização de lucros no mercado de petróleo. As coisas que dirigem este mercado, o otimismo econômico, não mudaram. Então pode ser que o mercado esteja apenas respirando", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energy, em Connecticut.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho subiu 0,37 dólar, ou 0,66 por cento, a 56,71 dólares por barril, o maior nível de fechamento desde 14 de novembro de 2008, quando fechou em 57,04 dólares.

O contrato foi negociado entre 55,46 dólares e 58,57 dólares, o maior valor intradia desde 17 de novembro de 2008, quando chegou a 58,98 dólares.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu 0,32 dólar, ou 0,57 por cento, a 56,47 dólares por barril.

(Reportagem de Gene Ramos e Robert Gibbons)

Fonte: UOL Economia

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Petróleo fecha em alta nos EUA seguindo tendência em Wall Street

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos subiram nesta quarta-feira, impulsionados por ganhos em Wall Street e com traders ignorando uma alta nos estoques domésticos do produto.

"Como tem sido o caso para o mercado de energia, os mercados de fora, especificamente os mercados acionários globais liderados pelo S&P 500, seguem sendo a carta trunfo na direção dos preços de energia", disse Chris Jarvis, analista sênior da Caprock Risk Management em New Hampshire.

A Administração de Informação de Energia dos EUA informou que os estoques domésticos do petróleo subiram 4,1 milhões de barris na semana passada, quase o dobro do que o esperado, atingindo 374,7 milhões de barris, o maior nível desde a semana de 7 de setembro de 1990, quando atingiu 378,8 milhões de barris. Analistas previam em pesquisa Reuters um aumento de 2,1 milhões de barris.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho subiu 1,05 dólar, ou 2,1 por cento, a 50,97 dólares por barril.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu 0,79 dólar, ou 1,58 por cento, a 50,78 dólares por barril.

(Reportagem de Gene Ramos e Robert Gibbons)

Fonte: UOL Economia

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Petróleo fecha acima de US$ 51 em Nova York e Londres

NOVA YORK, EUA, 24 Abr 2009 (AFP) - Os preços do petróleo fecharam em forte alta nesta sexta-feira em Nova York, estimulados pelo enfraquecimento da moeda americana, que torna as matérias-primas mais atraentes, e pelo crescimento das Bolsas.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet" para entrega em junho ganhou US$ 1,93 entre ontem e hoje, fechando a US$ 51,55.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento subiu US$ 1,56, fechando a US$ 51,67.

"A pressão exercida sobre o dólar sustenta os preços do petróleo", resumiu Mike Fitzpatrick, da MF Global.

"O dólar caiu de forma significativa nos dois últimos dias. Esta queda sustenta os preços porque o bruto (vendido em dólares) fica mais barato para o resto do mundo", explicou o analista independente Ellis Eckland.

Além disso, as Bolsas europeias registraram forte aumento, e Wall Street estava em alta no fim da sessão.

O forte aumento das Bolsas registrado desde o início de março leva os investidores a pensar que a economia vai se recuperar mais rapidamente, estimulando o consumo de matérias-primas.

"Parece que a ideia segundo a qual a atividade está recuando numa velocidade menor do que o previsto está se confirmando", observou Fitzpatrick.

"Os operadores anteciparam uma contratação da relação entre a oferta e a demanda, mas nenhuma estatística confirmou esta previsão", declarou Eckland.

As últimas estatísticas do Departamento americano da Energia mostraram um novo aumento espetacular, na semana passada, dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de ouro negro.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Petróleo sobe pelo 3º dia, mas segue abaixo de US$ 50

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta pelo terceiro dia seguido. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o barril para entrega em junho subiu US$ 0,77, ou 1,6%, para US$ 49,62. Em Londres, no mercado eletrônico ICE, o petróleo tipo Brent para junho subiu US$ 0,30 para US$ 50,11 o barril.

Na Nymex, o barril oscilou pouco abaixo de US$ 50 o barril ao longo do dia, ganhando força quando as ações norte-americanas apontaram para cima. Por volta das 15h30 (de Brasília), quando o pregão da Nymex estava fechando, o índice Dow Jones estava em alta de 22 pontos, antes de voltar ao vermelho pouco depois.

"O mercado (de petróleo) mais uma vez demonstrou sua capacidade de acompanhar o mercado acionário", disse Gene McGilian, analista da corretora Tradition Energy, em Stanford, Connecticut.

Os preços do petróleo continuam bem abaixo das máximas do ano passado, enquanto os estoques de petróleo sobem e os consumidores reduzem o uso de combustível. Nos EUA, a demanda por petróleo caiu 6,5% em relação ao ano passado em meio à recessão econômica.

Os dados econômicos desta quinta-feira trouxeram mais sinais negativos. As vendas de imóveis usados nos EUA caíram 3,0% em março. Na semana encerrada em 11 de abril, o número total de norte-americanos recebendo auxílio-desemprego saltou 93 mil para 6,137 milhões, o maior nível desde que o governo começou a apurar este indicador em 1967.

O petróleo enfrenta outras pressões de baixa poderosas. Embora a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pareça estar desacelerando o ritmo de corte na produção. As exportações da maioria dos membros da Opep devem cair 130 mil barris por dia nas quatro semanas até 9 de maio, segundo a Oil Movements, que monitora os petroleiros. Será um declínio muito menor do que nas semanas anteriores. Os estoques de petróleo nos EUA subiram ao seu mais alto nível desde setembro de 1990, de acordo com o relatório divulgado ontem pelo Departamento de Energia.

A Opep se reúne no dia 28 de maio e os operadores estão começando a especular sobre os possíveis resultados do encontro. "Se o petróleo não superar US$ 60 até 28 de maio, a Opep vai anunciar um corte de um milhão de barris por dia sem a intenção de implementá-lo", opinou Morgan Downey, diretor e operador de commodities (matérias-primas) do banco Standard Chartered em Nova York. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Portal Exame

Europa: bolsas viram e sobem por commodities e Credit Suisse

As bolsas de valores da Europa operavam em alta nesta quinta-feira, revertendo as perdas observadas no início do pregão, conforme a firmeza do petróleo e dos preços dos metais sustentava ações ligadas a commodities. Credit Suisse e Novartis registravam valorização após resultados que agradaram investidores.

Às 8h48 (horário de Brasília), o índice Eurofirst 300, referência das principais bolsas europeias, subia 0,35%, para 798 pontos. O indicador avançou 1% na sessão passada.

Os papéis do setor de energia acompanhavam o bom desempenho do preços do petróleo, que subiam 2%. BP, Royal Dutch Shell, BG Group, Tullow Oil, Repsol, Total e StatoilHydro ganhavam entre 0,2% e 4%.

O Credit Suisse saltava 5,7% após ter divulgado lucro líquido de 2 bilhões de francos suíços (US$ 1,71 bilhão) no primeiro trimestre, duas vezes superior ao previsto por analistas. O banco informou ainda que permanece otimista em relação às suas perspectivas.

A farmacêutica suíça Novartis, enquanto isso, tinha alta de 2,4% depois de ter registrado um lucro melhor do que o esperado no primeiro trimestre.

Fonte: Invertia