Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um pacote de US$ 8 bi para Iberdrola comprar Elektro

A Iberdrola, o maior grupo de energia da Espanha e um dos maiores do mundo, assinou acordo de exclusividade para a compra de todos os ativos da Ashmore Energy International (AEI) no mundo, o que inclui a valiosa distribuidora de energia no Brasil, a Elektro. O grupo tem até o dia 15 para confirmar a oferta estimada em US$ 8 bilhões que fez pelas empresas da AEI, que incluem geradoras, gasodutos e distribuidoras de energia e gás espalhadas pela América Latina, China e Leste Europeu. Procuradas, AEI e Iberdrola não se manifestaram.
Se confirmarem a compra, os espanhóis acabam com o sonho da CPFL Energia de ter a distribuidora que é uma extensão de sua própria área de concessão. Ao mesmo tempo, a Iberdrola reafirma sua posição na Neoenergia, empresa da qual é dona, junto com a Previ. Inicialmente a proposta pelos ativos da AEI foi feita pela Neoenergia, mas em função do conflito de interesses da Previ - que também é sócia na CPFL, com a Camargo Corrêa -, a Iberdrola tomou as rédeas da negociação. A ideia, entretanto, é que a Elektro seja incorporada à Neoenergia.
A Elektro é o principal e mais caro ativo da AEI - uma espécie de condomínio de fundos de investimentos que aplicam em mercados emergentes. Os fundos detêm mais de 99% das ações da distribuidora, que sozinha vale quase metade da proposta e não seria vendida separadamente. Por isso, a Iberdrola acabou levando vantagem. O BTG Pactual também estava interessado, com a intenção de fundir a empresa à Cemar, do Maranhão.
Na América Latina, a compra envolve outras sete distribuidoras de energia. Em geração, são ao todo 2.300 MW em usinas movidas a carvão e gás natural. As maiores estão no Brasil, Polônia, Turquia e Paquistão. Outros três projetos, de 886 MW, estão em fase de construção, sendo o maior deles no Peru. O negócio inclui ainda 4.920 quilômetros de gasodutos, dois deles na ligação Brasil-Bolívia, e sete distribuidoras de gás na Argentina, Peru e China.
Todos esses ativos vão se somar ao grande parque da Iberdrola, que tem capacidade instalada de quase 45 mil MW. A companhia sofreu com a crise de 2008 e chegou a barrar negócios da Neoenergia no Brasil. Mas logo se recuperou com uma série de capitalizações. Nos nove primeiros meses de 2010, a empresa obteve um caixa de €4 bilhões e lucro líquido de €2 bilhões.
Fonte: Valor

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Superpotência energética


O potencial energético do Brasil não possui paralelo em nenhum outro país no mundo. As reservas provadas da camada pré-sal já somam 15,5 bilhões de barris, mas estimativas indicam um potencial entre 60 e 100 bilhões de barris de petróleo na região. As reservas de gás natural também poderão se ampliar significativamente, pois o petróleo localizado no pré-sal possui gás natural associado.
Outro grande potencial brasileiro está nas reservas de urânio, minério utilizado como combustível nas usinas termonucleares.
De acordo com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o país ocupa a sexta posição no ranking mundial de reservas de urânio, com aproximadamente 309 mil toneladas. O Brasil possui também um grande potencial de energias renováveis, com grande destaque para a energia hídrica.
A Eletrobras estima que o potencial hidroelétrico brasileiro seja de 243,6 GW, sendo que apenas 32%, ou 78,6 GW, já foi explorado. Do potencial total remanescente de 165 GW, a região Norte possui 88,9 GW, ou 54% do total, possibilitando ao país ampliar significativamente sua capacidade instalada por meio de novas usinas hidroelétricas (UHEs).
O aproveitamento do potencial bioenergético brasileiro teve como grande marco inicial a implantação do Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool) em 1975, com o objetivo de diminuir a dependência do mercado interno de combustíveis derivados do petróleo.
Com o advento dos veículos flex fuel, em 2003, a produção de etanol no Brasil ganhou novo impulso.
Em 2009, o Brasil produziu 25,7 bilhões de litros de etanol carburante, sendo o segundo maior produtor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, cuja produção é de 41,2 bilhões de litros. O Brasil poderá se tornar um grande exportador de etanol.
O crescimento da preocupação ambiental no mundo devido à intensificação do efeito estufa, causado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, poderá contribuir para que o etanol se transforme em uma commodity internacional. Outro biocombustível que começa a obter destaque no país é o biodiesel.
Por ter grande parte de seu território situado na zona intertropical, o Brasil goza de posição privilegiada em termos de insolação, caracterizando um imenso potencial para aproveitamento da energia solar, térmica e fotovoltaica.
Outra fonte de energia renovável que apresenta grande potencial no Brasil é a eólica. O potencial de geração eólica brasileiro é de aproximadamente 143 GW, podendo atingir, portanto, uma geração anual de 272 TWh.
Desde 2005, a capacidade instalada de aerogeradores no Brasil vem se ampliando a 35% ao ano, e em outubro de 2010 já soma 798 MW, correspondendo a 0,72% da capacidade total de geração de energia elétrica do país.
Até 2013, a EPE estima que a capacidade instalada total de aerogeradores no Brasil alcance 3.000 MW. Em um mundo onde os países estão cada vez mais dependentes uns dos outros em relação à garantia do suprimento energético, o enorme potencial brasileiro coloca o país em posição privilegiada no cenário internacional.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Produção industrial na zona do euro sobe mais de 1%

SÃO PAULO - A produção industrial cresceu 1,7% na zona do euro entre dezembro do ano passado e janeiro de 2010, com ajuste sazonal. Na União Europeia, houve expansão de 1,8%, apontou a agência de estatísticas Eurostat em nota divulgada nesta manhã.

No último mês de 2009, a atividade fabril registrou acréscimo de 0,6% na região da moeda comum e teve elevação de 0,3% no bloco europeu.

Ainda no confronto mensal, a produção de energia subiu 2,6% na zona do euro e 2,2% na União Europeia. Bens de consumo duráveis aumentaram 2% e 1,7%, respectivamente.

Bens intermediários verificaram alta de 1,4% na área do euro e de 0,3% no bloco europeu em janeiro, contra dezembro de 2009. Bens de capital tiveram baixa de 0,3% na primeira região, mas verificaram ampliação de 0,4% na segunda. Mesmo comportamento foi observado em bens de consumo não duráveis (-0,3% na zona do euro e +0,5% na União Europeia).

Perante o início de 2009, a indústria na zona do euro cresceu 1,4% em janeiro deste calendário. No bloco europeu, a expansão foi de 1,5%.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/internacional/13/6154433/producao-industrial-na-zona-do-euro-sobe-mais-de-1%#ixzz0hxvDXJE1

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Petróleo fecha acima de US$ 51 em Nova York e Londres

NOVA YORK, EUA, 24 Abr 2009 (AFP) - Os preços do petróleo fecharam em forte alta nesta sexta-feira em Nova York, estimulados pelo enfraquecimento da moeda americana, que torna as matérias-primas mais atraentes, e pelo crescimento das Bolsas.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet" para entrega em junho ganhou US$ 1,93 entre ontem e hoje, fechando a US$ 51,55.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento subiu US$ 1,56, fechando a US$ 51,67.

"A pressão exercida sobre o dólar sustenta os preços do petróleo", resumiu Mike Fitzpatrick, da MF Global.

"O dólar caiu de forma significativa nos dois últimos dias. Esta queda sustenta os preços porque o bruto (vendido em dólares) fica mais barato para o resto do mundo", explicou o analista independente Ellis Eckland.

Além disso, as Bolsas europeias registraram forte aumento, e Wall Street estava em alta no fim da sessão.

O forte aumento das Bolsas registrado desde o início de março leva os investidores a pensar que a economia vai se recuperar mais rapidamente, estimulando o consumo de matérias-primas.

"Parece que a ideia segundo a qual a atividade está recuando numa velocidade menor do que o previsto está se confirmando", observou Fitzpatrick.

"Os operadores anteciparam uma contratação da relação entre a oferta e a demanda, mas nenhuma estatística confirmou esta previsão", declarou Eckland.

As últimas estatísticas do Departamento americano da Energia mostraram um novo aumento espetacular, na semana passada, dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de ouro negro.