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terça-feira, 9 de junho de 2009

Dólar cai e preço do petróleo volta a superar US$ 70 por barril

SÃO PAULO - Os preços futuros do petróleo encerraram com valorização, amparados pela alta no mercado acionário e tambem pela depreciação da moeda americana. Agentes de mercado também começam as apostas sobre os estoques nos EUA em boletim a ser divulgado amanhã. Não há consenso sobre o relatório.

O contrato de WTI negociado para o mês de julho em Nova York fechou a US$ 70,01, com aumento de US$ 1,92. O vencimento para o mês seguinte avançou US$ 1,71, para US$ 70,74. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês subiu US$ 1,74, para US$ 69,62. O contrato para agosto encerrou cotado a US$ 70,30, com valorização de US$ 1,63 em relação ao pregão anterior.

Hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos elevou a previsão de preço médio do barril de petróleo para este ano de R$ 51,70 para R$ 58,70. A nova estimativa também incentivou a valorização da commodity no mercado internacional.

Analistas do segmento continuam ponderando, no entanto, que o mercado de petróleo não está se movimentando com base em fundamentos de oferta e demanda, mas segue influenciado mais fortemente pelo comportamento dos demais ativos e commodities, sobretudo pela moeda americana.

O vaivém do dólar, por sua vez, continua associado à confiança ou cautela em relação ao endividamento dos Estados Unidos e a recuperação da economia. A emissão de títulos pelo Tesouro americano para injetar liquidez na economia vem gerando forte desvalorização do dólar em relação a outras moedas globais.

Nos momentos de incerteza global, os investidores ainda se abrigam no dólar, mas conforme diminui o risco em outros mercados os agentes têm buscado a diversificação em outras moedas e ativos, o que reduz o preço da divisa.

A baixa do dólar, por sua vez, afeta diretamente a demanda por contratos de petróleo, que são cotados em moeda americana e ficam mais baratos e atraentes aos investidores.

Fonte: Globo.com

terça-feira, 19 de maio de 2009

Bovespa fecha em leve queda, enquanto Sadia perde quase 11%

Depois de oscilar o dia todo entre o negativo e o positivo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou esta terça-feira com leve queda de 0,23%, aos 51.346,61 pontos. As ações ordinárias (que dão direito a voto) de Perdigão e Sadia, após a conclusão do negócio que criou a Brasil Foods, terminaram em queda forte. Perdigão perdeu 6,36%, sendo vendida a R$ 33,99, e Sadia recuou 10,97%, a R$ 5,03.

Mesmo após atuação do Banco Central no mercado de câmbio, a cotação do dólar comercial caiu 1,97% e fechou negociado em R$ 2,035, acumulando queda de 3,51% em apenas dois dias.

A montadora chinesa Chery confirmou a instalação de uma fábrica no país com a previsão de produzir até 150 mil carros por ano. A construção da unidade deve começar em dois meses e a produção até 2012. 

Uma reportagem publicada no "Wall Street Journal" nesta terça-feira afirma que os empréstimos hipotecários podem gerar um prejuízo total de US$ 100 bilhões em 940 bancos pequenos e médios norte-americanos até o fim de 2010.

Nos EUA, a construção de moradias em abril despencou 12,8%, para 458 mil unidades, o menor nível da série história iniciada em janeiro de 1959. Em março, a leitura foi revisada para cima a 525 mil unidades. Frente abril do ano passado, as construções de moradias afundaram 54,2%.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bovespa sobe 2,03%, retoma os 45 mil pontos e fica no azul na semana

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 2,03% nesta quinta-feira, aos 45.801,17 pontos, completando o segundo dia consecutivo de alta. Com a pontuação de hoje, o mercado de ações brasileiro voltou a ficar positivo na semana, com leve alta de 0,05%. No mês, a valorização é de 11,91%.

A cotação do dólar comercial subiu 0,82% e fechou em R$ 2,219, depois de ter caído 1,96% no pregão anterior. Na semana, a moeda americana acumula alta de 1,19%; no mês,ainda tem queda de 4,31%.

O dia foi de instabilidade para as Bolsas no mundo e a Bovespa se manteve alheia ao movimento externo e sustentou a alta até o final da sessão. De um lado, alguns balanços de empresas nos Estados Unidos ajudaram no otimismo do investidor. Mas a divulgação de indicadores preocupantes manteve o alerta entre investidores.


Apple anunciou um crescimento de 15% no lucro do primeiro trimestre, para US$ 1,21 bilhão, ou US$ 1,33 por ação, em função das maiores vendas de iPod e iPhone. O resultado superou a expectativa do mercado, que projetava ganhos de US$ 1,09 por papel.

O banco Credit Suisse lucrou US$ 1,71 bilhão no primeiro trimestre, duas vezes acima do esperado por analistas. 

Já os dados de emprego nos EUA desanimaram. Os novos pedidos de auxílio-desemprego no país voltaram a subir na semana passada, em 27 mil, ainda que pouco acima do previsto. O número de pessoas que estão recebendo o benefício subiu em 93 mil, para 6,137 milhões, no maior nível desde 1967.

No Brasil, o volume de concessão de crédito subiu em março pela primeira vez desde dezembro, com alta de 26,1% sobre fevereiro. E o juro docheque especial avançou 2,4 pontos percentuais em março, para 169,1% ao ano, o único a subir no período.

A crise nas montadoras continua se aprofundando. A General Motors vai fechar temporariamente 13 instalações de montagem na América do Norte, o que permitirá reduzir a produção em cerca de 190 mil veículos.

Após registrar o primeiro prejuízo em quatro anos, a Fiat vai demitir até 15% dos funcionários de sua filial nos EUA, que hoje emprega cerca de 31 mil pessoas. A unidade é especializada na fabricação de máquinas para uso no agronegócio e na construção civil.

(Com informações da Reuters)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dólar amplia queda da abertura, em manhã de clima favorável nos mercados

Por: Equipe InfoMoney
26/02/09 - 12h15
InfoMoney

SÃO PAULO - O dólar comercial inicia a tarde desta quinta-feira (26) a R$ 2,356, queda de 0,80% frente ao fechamento anterior. O clima no mercado financeiro é mais calmo, com boa parte das bolsas operando no campo positivo.

Entre as referências que deixaram os investidores menos avessos ao risco está a possibilidade de um acordo para aumento da participação do governo dos EUA no Citigroup, bem como a participação do Royal Bank of Scotland em programa para conferir garantias a ativos bancários.

Notícia veiculada no Financial Times também impulsionou os ganhos na renda variável, ao afirmar que AIG pode estar prestes a fechar um acordo que mudará de forma radical sua estrutura societária. Por outro lado, o resultado trimestral da General Motors foi pior que o esperado.

Cenário doméstico
A inflação de fevereiro é destaque interno, com a divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) e do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). Com desaceleração no preço dos alimentos, os índices trouxeram taxas de 0,26% e 0,39% na última sondagem do mês. 

Mercado paralelo
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4900 na venda, representando um ágio de 5,91% em relação ao dólar comercial.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Os estrangeiros voltaram a comprar Vale e Petro, esse é o motivo da alta de hoje no iBovespa
Confira trecho da matéria da Reuters:
Na contramão do mundo, índice sobe montado em blue chips
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 19:28 BRST

Por Aluísio Alves
SÃO PAULO (Reuters) - Ordens de compra pesadas de investidores estrangeiros contra as blue chips Petrobras e Vale sustentaram a Bolsa de Valores de São Paulo, que subiu sozinha na contramão dos mercados internacionais.

Depois de ter chegado a ruir 1,4 por cento nos primeiros minutos de negócios, o Ibovespa passou boa parte do dia oscilando sem tendência. Mas à tarde, o índice se firmou até dar um rali no final para fechar com valorização de 2,87 por cento, aos 41.990 pontos.

Já no call de fechamento, o giro financeiro deu uma guinada, atingindo 5 bilhões de reais, o maior para sessões regulares em quatro semanas.

Segundo profissionais do mercado, uma combinação de fatores contribuiu para esse movimento isolado da bolsa paulista. O principal deles foi uma revoada de recursos externos.

"Os estrangeiros fecharam 2008 completamente vendidos em mercados emergentes. Agora, alguns deles estão começando a voltar e estão entrando pelas ações mais líquidas", explicou Gabriel Goulart, analista econômico da Mercatto Gestão de Recursos.

Assim, Petrobras subiu 4,3 por cento, para 25,50 reais, mesmo num dia de queda do preço do petróleo. Na mesma batida, Vale ganhou 3,7 por cento, a 28,51 reais.

A cadeia de notícias aterradoras em economias desenvolvidas, como Estados Unidos e Europa, estaria estimulando vários investidores a novamente considerar aplicações em mercados que proporcionem maior rentabilidade.

Olhando para um horizonte mais longo, esses players fecharam os olhos ao noticiário econômico, que foi mais uma vez assustador.

Fonte: Reuters

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Dólar sobe 3,15% com volatilidade e saída de recursos

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta de mais de 3 por cento frente ao real nesta terça-feira, em sessão de forte volatilidade e com um movimento de saída de recursos apesar do bom humor nos principais mercados acionários globais.

Analistas também citaram uma pressão especulativa nos mercados futuros, o que impulsionou a cotação da moeda norte-americana, principalmente numa tarde de baixo volume de negócios.

O dólar subiu 3,15 por cento, a 2,392 reais. Durante a sessão, a divisa variou de 2,299 a 2,421 reais.

Nos primeiros negócios do dia, a moeda norte-americana chegou a cair quase 1 por cento, mas ainda na parte da manhã inverteu a tendência e passou a operar em forte alta.

"Teve uma saída que pode justificar um pouco essa alta, que também está muito calcada no mercado futuro", afirmou Luis Piason, gerente de operações de câmbio da corretora Concórdia.

Ele ressaltou que o baixo volume de negócios ajudou a amplificar as cotações, que ignoraram o otimismo observado nos mercados internacionais.

O principal índice da Bovespa e as bolsas de valores norte-americanas subiam perto de 2 por cento no final da tarde. Frente a uma cesta com as principais moedas globais, o dólar recuava 0,5 por cento.

Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper no Rio de Janeiro, também afirmou que uma saída de recursos impulsionou o dólar frente ao real, e alertou que a ausência de atuações do Banco Central no mercado à vista pode ter motivado um movimento especulativo.  Continuação...