Após a crise, com o mundo tentando voltar à normalidade e com indícios de crescimento em diversos países, principalmente nos emergentes, algo de incômodo ficou para assustar: a dívida pública dos países desenvolvidos. Para tentar refrear o pânico no final de 2008, os governos de diversos países inundaram suas economias com pacotes de resgate a diversos setores da economia e seria ingênuo acreditar que não haveria conseqüências dessa atitude. As agências de classificação de risco já começaram a dar os primeiros passos, rebaixando ratings (notas de risco) dos alvos mais fáceis, leia-se Grécia. Entretanto Estados Unidos e Reino Unido também tiveram suas contas públicas deterioradas, não na mesma proporção da Grécia, mas afetadas sem dúvida, e já foram ameaçadas. É possível imaginar um rebaixamento nos ratings de países de sólida reputação, mas só especular as conseqüências.
Me lembrei de uma matéria sobre um analista brasileiro que rebaixou o rating dos EUA...
Fonte: ADVFN
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sexta-feira, 12 de março de 2010
terça-feira, 12 de maio de 2009
Apesar da crise, agência de risco mantém grau de investimento do Brasil
SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou hoje a nota de crédito dada para o Brasil, que é BBB-, o primeiro degrau dentro da categoria considerada grau de investimento.
A previsão para o rating é estável, o que significa que não deve haver uma mudança da nota em breve, tanto para cima quanto para baixo. Quando revisou sua nota, no início de abril, a agência Standard & Poor's também manteve o Brasil como investment grade.
Em seu comunicado sobre a decisão, a Fitch diz que situação atual da economia deve mostrar as fraquezas estruturais das contas públicas brasileiras, diante da queda da arrecadação federal e do aumento da relação entre a dívida bruta e o PIB, que passa de 60% e está acima da média dos demais países classificados com nota BBB.
Apesar disso, e do superávit primário menor deste ano, a Fitch avalia que o governo não tem sofrido dificuldade para rolar sua dívida no mercado interno e ressalta que o Brasil tem conseguido acessar o mercado internacional, por meio de emissões soberanas, "apesar das condições adversas".
Como fundamentos positivos da economia brasileira, a Fitch cita as contas externas, o fortalecimento da estabilidade macroeconômica e o consenso, no campo político, sobre a confiança nas políticas econômicas adotadas.
"Embora a Fitch Ratings espere que o o PIB brasileiro deverá ter contração de 1% em 2009, uma maior flexibilidade na política monetária, um sistema financeiro relativamente saudável e uma grande economia doméstica sugerem que a economia brasileira estará bem posicionada para se recuperar, conforme o cenário internacional melhore", diz a diretora sênior para risco soberano da Fitch, Shelly Shetty, em comunicado.
A previsão para o rating é estável, o que significa que não deve haver uma mudança da nota em breve, tanto para cima quanto para baixo. Quando revisou sua nota, no início de abril, a agência Standard & Poor's também manteve o Brasil como investment grade.
Em seu comunicado sobre a decisão, a Fitch diz que situação atual da economia deve mostrar as fraquezas estruturais das contas públicas brasileiras, diante da queda da arrecadação federal e do aumento da relação entre a dívida bruta e o PIB, que passa de 60% e está acima da média dos demais países classificados com nota BBB.
Apesar disso, e do superávit primário menor deste ano, a Fitch avalia que o governo não tem sofrido dificuldade para rolar sua dívida no mercado interno e ressalta que o Brasil tem conseguido acessar o mercado internacional, por meio de emissões soberanas, "apesar das condições adversas".
Como fundamentos positivos da economia brasileira, a Fitch cita as contas externas, o fortalecimento da estabilidade macroeconômica e o consenso, no campo político, sobre a confiança nas políticas econômicas adotadas.
"Embora a Fitch Ratings espere que o o PIB brasileiro deverá ter contração de 1% em 2009, uma maior flexibilidade na política monetária, um sistema financeiro relativamente saudável e uma grande economia doméstica sugerem que a economia brasileira estará bem posicionada para se recuperar, conforme o cenário internacional melhore", diz a diretora sênior para risco soberano da Fitch, Shelly Shetty, em comunicado.
Fonte: UOL Economia
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