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quarta-feira, 24 de março de 2010

Fitch corta rating de Portugal para AA-; perspectiva negativa


A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou os ratings de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR, na sigla em inglês) de longo prazo em moeda estrangeira e local de Portugal para AA-, de AA. A perspectiva para os ratings é negativa. Ao mesmo tempo, a Fitch afirmou o rating de curto prazo em moeda estrangeira do país em F1+ e o chamado teto país (country ceiling) em AAA.
"Um considerável choque fiscal contra um cenário de relativa fraqueza macroeconômica e estrutural reduziu o valor do crédito de Portugal", afirmou Douglas Renwick, diretor associado da equipe de ratings soberanos da Fitch, em nota da agência. "Apesar de Portugal não ter sido desproporcionalmente afetado pela crise global, as perspectivas para recuperação econômica são mais fracas do que as dos outros 15 países da União Europeia, o que vai pressionar suas finanças públicas no médio prazo", acrescentou Renwick.
A Fitch informou que o rebaixamento reflete o desempenho significativamente ruim do orçamento de Portugal em 2009 e observa que o déficit geral do governo do país no ano passado foi de 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, bem acima de 6,5% do PIB previsto pela agência em setembro. "O governo vai precisar implementar medidas de consolidação consideráveis a partir do próximo ano", disse a agência.
A perspectiva negativa, por sua vez, reflete a preocupação da Fitch com o potencial impacto da crise econômica global sobre a economia e as finanças públicas de Portugal no médio prazo, "dada a existente fraqueza estrutural do país e o alto nível de endividamento em todos os setores da economia". "O PIB per capita de Portugal e a tendência de crescimento estão significativamente abaixo da mediana AA, o que reduz a tolerância à dívida em relação a outros ratings soberanos de alta classificação", afirmou a Fitch. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão

terça-feira, 12 de maio de 2009

Apesar da crise, agência de risco mantém grau de investimento do Brasil

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou hoje a nota de crédito dada para o Brasil, que é BBB-, o primeiro degrau dentro da categoria considerada grau de investimento. 

A previsão para o rating é estável, o que significa que não deve haver uma mudança da nota em breve, tanto para cima quanto para baixo. Quando revisou sua nota, no início de abril, a agência Standard & Poor's também manteve o Brasil como investment grade. 

Em seu comunicado sobre a decisão, a Fitch diz que situação atual da economia deve mostrar as fraquezas estruturais das contas públicas brasileiras, diante da queda da arrecadação federal e do aumento da relação entre a dívida bruta e o PIB, que passa de 60% e está acima da média dos demais países classificados com nota BBB.

Apesar disso, e do superávit primário menor deste ano, a Fitch avalia que o governo não tem sofrido dificuldade para rolar sua dívida no mercado interno e ressalta que o Brasil tem conseguido acessar o mercado internacional, por meio de emissões soberanas, "apesar das condições adversas".

Como fundamentos positivos da economia brasileira, a Fitch cita as contas externas, o fortalecimento da estabilidade macroeconômica e o consenso, no campo político, sobre a confiança nas políticas econômicas adotadas.

"Embora a Fitch Ratings espere que o o PIB brasileiro deverá ter contração de 1% em 2009, uma maior flexibilidade na política monetária, um sistema financeiro relativamente saudável e uma grande economia doméstica sugerem que a economia brasileira estará bem posicionada para se recuperar, conforme o cenário internacional melhore", diz a diretora sênior para risco soberano da Fitch, Shelly Shetty, em comunicado.