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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vale passa Petrobras em outubro e se torna a ação mais negociada da AL

As ações da Vale (VALE5) passaram as da Petrobras (PETR4) em volume de negócios e se tornaram, em outubro, as mais comercializadas da América Latina, aponta levantamento da consultoria Economatica divulgado nesta terça-feira (veja ranking ao final do texto).

No mesmo mês, o volume de negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi o segundo maior da história, perdendo apenas para julho do ano passado, segundo a Economatica, que calculou giro em dólares.

A Bolsa brasileira negociou, em média, US$ 3,69 bilhões por dia em outubro, muito acima dos US$ 2,563 bilhões registrados no mês anterior. Já em julho do ano passado, o giro médio diário foi de US$ 3,732 bilhões, o maior da história da Bolsa, segundo a consultoria.

Em outubro, o banco Santander Brasil lançou ações na Bolsa na maior operação de abertura de capital já realizada no país, movimentando mais de R$ 14 bilhões, o que afeta a média diária de negociações.

América Latina

Entre as 20 ações mais negociadas da América Latina, apenas duas não são de empresas brasileiras. As mexicanas America Movil (do setor de telecomunicações) e Cemex (de commodities) aparecem, respectivamente, em 10º e 20º do ranking.

Metade das 20 ações listadas no ranking é de companhias ligadas à área de commodities, incluindo mineração, petróleo, gás, siderurgia, metalurgia, e minerais não metálicos.

O setor financeiro é o segundo que mais aparece no ranking, com seis ações. O ramo de telecomunicações tem dois representantes e o de construção, um.

Empresa / açãoPaísSetorVolume diário
de negócios
(em US$ mi)
Vale (PNA)BrasilMineração408,929
Petrobras (PN)BrasilPetróleo e gás345,359
Itaú UnibancoBrasilBancário142,664
BMBrasilFinanças e seguros141,083
OGX PetróleoBrasilPetróleo e gás140,697
GerdauBrasilSiderurgia e metalurgia117,067
BradescoBrasilBancário114,319
Vale (ON)BrasilMineração102,561
UsiminasBrasilSiderurgia e metalurgia87,764
América MovilMéxicoTelecomunicações86,837
Petrobras (ON)BrasilPetróleo e gás84,259
GVT HoldingBrasilTelecomunicações76,586
ItausaBrasilOutros66,200
CSNBrasilSiderurgia e metalurgia65,092
Cyrela RealtyBrasilConstrução64,474
Banco do BrasilBrasilBancário60,977
VisaNetBrasilFinanças e seguros52,536
RedecardBrasilFinanças e seguros52,203
EcodieselBrasilOutros49,798
CemexMéxicoMinerais não metálicos43,895

Fonte: UOL Economia





sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Wall Street cai 2,51% em semana de perdas

Nova York, 30 out (EFE).- A bolsa nova-iorquina perdeu hoje todo o avanço conseguido na quinta-feira e viu seu principal índice, o Dow Jones Industrial, fechar em queda de 249,85 (-2,51%), para 9.712,73.

A baixa do pregão desta sexta-feira se deve a um dia de dados econômicos desfavoráveis que levaram Wall Street a encerrar a semana com notáveis perdas.

O índice seletivo S&P 500 fechou em queda de 29,93 pontos (-2,81%), aos 1.036,18. O indicador composto da bolsa tecnológica Nasdaq perdeu 52,44 pontos (-2,5%), encerrando o dia em 2.045,11.

O setor industrial caiu 4,05% e foi o que mais sofreu perdas no pregão de hoje, seguido dos de matérias-primas e de energia, que fecharam em baixa de 3,8% cada.

Depois da euforia de ontem após o anúncio de que a economia americana cresceu 3,5% no último trimestre, o Dow Jones fecha a semana com perdas de 2,6%, mesma cifra de seu prejuízo no total de outubro.

O S&P 500 retrocedeu 4,02% na semana e 2,07% no mês, enquanto o Nasdaq caiu 5,07% na semana e 3,64% em outubro.

As companhias do ramo financeiro estiveram entre as que mais perderam hoje no Dow Jones, caso de Bank of America (-7,31%), JPMorgan Chase (5,82%), American Express (-4,39%) e Travelers (-4,08%).

O dia também não foi bom para Alcoa (-4,46%), General Electric (-4,1%), Caterpillar (-3,83%), Dupont (-3,49%), Home Depot (-3,16%) e Pfizer (2,96%).

O Departamento de Comércio divulgou hoje que os gastos dos consumidores americanos caíram 0,5% em setembro.

Além disso, o índice de confiança elaborado mensalmente pela Universidade de Michigan ficou em 70,6 pontos em outubro, menos que os 73,5 pontos do mês anterior.

Na semana que vem, mais dados relativos à atividade do setor manufatureiro e de serviços em outubro serão divulgados, assim como informações sobre a evolução do mercado de trabalho nesse mês.

Os investidores estarão também atentos à reunião do Comitê do Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, banco central americano), na quarta-feira, quando o órgão decide se mantém as atuais taxas de juros e divulga sua análise da economia americana.

Bovespa cai 3,4% nesta sexta e fecha mês de outubro sem ganhos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou forte queda de 3,41% nesta sexta-feira e fechou aos 61.545,50 pontos. Com isso, praticamente não teve ganhos em outubro (apenas 0,04%). No ano, a alta acumulada é de 63,9%.

A cotação do dólar comercial subiu 1,4% no dia e fechou a R$ 1,756 na venda, encerrando o mês com desvalorização acumulada de 0,96%.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, referência da Bolsa de nova York, caiu 2,5%, e o Nasdaq, "termômetro" do setor de tecnologia, recuou 2,5%.

Nos últimos pregões, a Bolsa brasileira teve fortes oscilações. Caiu 2,96% na terça-feira e 4,75% na quarta; na quinta, saltou 5,91%.

Para o analista Gabriel Goulart, da Mercatto Investimentos, a derrocada desta sexta-feira evidenciou o impasse a que chegaram os investidores, diante de números desencontrados da economia e das empresas.

"Há alguma recuperação, é verdade, mas mesmo os mais otimistas sabem que muito disso é artificial, por causa dos pacotes de estímulo dos governos", disse.

EUA: dados negativos

Nesta sexta-feira, analistas chamaram atenção para duas notícias negativas, ambas vindas dos Estados Unidos.

A pesquisa da Universidade de Michigan que mede a confiança do consumidor marcou 70,6 pontos, número considerado fraco. "A confiança ainda me parece incrivelmente baixa", disse Jeff Kleintop, estrategista-chefe da LPL Financial em Boston. "Os consumidores ainda estão muito pessimistas, e isso é evidente na cautela de investidores", acrescentou.

O outro motivo de preocupação veio do setor financeiro, origem da crise. Um analista da Calyon previu baixas contábeis de US$ 10 bilhões no Citigroup no quarto trimestre, o que reascendeu o alerta em relação às instituições financeiras.

Empresas

As ações da Nossa Caixa (BNCA3) destoaram completamente da Bolsa brasileira, subindo 8,66%. O Banco do Brasil marcou para o dia 30 de novembro uma assembleia geral para discutir a incorporação do banco paulista.

Os papéis do Ibovespa (indicador que reúne os mais negociados da Bolsa brasileira) que mais se desvalorizaram nesta sexta foram os da TIM Participações (TCSL3), com queda de 11% e os daEmbraer (EMBR3), com perda de 10,6%.

Petrobras (PETR3) teve queda de 3,11%, enquanto Vale (VALE5) recuou 4,01%.

Fonte: UOL Economia

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bolsa volta ao patamar de outubro

São Paulo, 13 de Abril de 2009 - A aversão a risco parece mesmo ter se dissipado dos principais mercados acionários mundiais, diante de um forte movimento comprador visto nos últimos pregões. A bolsa brasileira seguiu a tendência externa, também ajudada pela forte valorização das matérias-primas (commodities) no mercado internacional e, ao final dos negócios de quinta-feira, marcou alta de 3,07%, aos 45.538 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,09 bilhões.

"As notícias ruins acabaram. Acredito que não haja grande bomba por vir. Mas isso não significa que a economia real melhorou", afirma Guilherme Mazzilli, gestor de renda variável do Daycoval Asset Management. A elevação das commodities no mercado internacional impulsionou as blue chips Petrobras e Vale que, por consequência, ajudaram o Ibovespa a voltar ao patamar de 2 de outubro de 2008.

O principal foco de atenção dos investidores, porém, foi a cena externa. A quinta-feira, véspera do feriado de Páscoa, começou com a elevação inesperada nos pedidos de maquinários no Japão, primeira alta nos últimos cinco meses, impulsionada por uma aparente recuperação no ramo não-industrial. Na Europa, o Banco da Inglaterra, decidiu manter a taxa básica de juros do Reino Unido em 0,5% ao ano, após seis cortes consecutivos que a colocaram em seu mínimo histórico. A decisão do BC britânico é explicada pela pouca margem de manobra que resta para combater a recessão por meio da redução de juros.

Nos Estados Unidos, o otimismo veio do mercado de trabalho. As novas solicitações de auxílio-desemprego recuaram 20 mil na semana encerrada dia 4 de abril, já com ajustes sazonais realizados. O número de solicitações passou de 674 mil pedidos para 654 mil solicitações no período em análise.

Além do cenário favorável às instituições financeiras norte-americanas - todos os 19 grandes bancos do passaram nos testes de estresse do governo - o resultado antecipado do Wells Fargo, quarto maior dos Estados Unidos, também surpreendeu positivamente os analistas. O banco registrou lucro de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre, ou US$ 0,55 por ação. No lado econômico, o déficit comercial dos EUA caiu para US$ 26 bilhões em fevereiro, abaixo do esperado e o menor desde 1999.

No mercado local, as ações ordinárias (ON) do Banco do Brasil continuaram apresentando forte desvalorização após o anúncio da saída de Antonio Francisco Lima Neto da presidência da instituição. Ao final dos negócios os papéis da instituição recuaram 2,13%, cotados a R$ 16,98. Em contrapartida, os papéis do setor de consumo doméstico, que vinham em forte queda por conta de uma perspectiva de retração da economia, foram o destaque de alta de sessão de quinta-feira.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(Vanessa Correia/InvestNews)

Fonte: Gazeta Mercantil