quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Companhias de TI avançam para o exterior
Fonte: Valor
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Cinco programas gratuitos para organizar suas finanças
Selecionamos cinco aplicativos que podem facilitar o controle dos gastos. Escolha o seu e boas contas
Por Época NEGÓCIOS OnlineFabricante: MYFRECOMM
www.financedesktop.com.br
Compatibilidade: Windows
Idioma: Português
O software requer uma conexão de internet ativa, já que vários dados e até notícias são carregados automaticamente pelo programa.
Fabricante: GNU
www.gnucash.org
Compatibilidade: Windows, Mac OS X, Solaris e com todos os sistemas GNU/Linux
Idioma: Inglês, Alemão e Português
Este aplicativo facilita o controle de contas bancárias, ações e investimentos, receitas e despesas. Permite usar contas em diferentes bancos, fazendo o cruzamento de informações e simular transferência entre contas com um clique.
Fabricante: Koinonia Software
www.habilpessoal.com.brCompatibilidade: Windows
Idioma: Português
Voltado para quem tem mais de um cartão de crédito, várias contas a pagar e diversas contas em bancos, o Hábil é dividido em módulos.
www.microsoft.com/brasil
CompatibilidadeWindows
Idioma: Português
Elaborado pela própria Microsoft, o programa é na verdade uma planilha Excel 2007 já padronizada para relacionar receitas e débitos. Sua formatação já inclui os itens que respondem pelos principais gastos, como moradia, alimentação e transporte.
www.financessoftware.com
Compatibilidade: Windows
Idioma: Inglês, Alemão, Espanhol e Português
Este programa permite controlar o fluxo de caixa e registrar transferências bancárias. Muito intuitivo, o software conta com uma divisão por cores, destacando as despesas e valores a receber. Com ajuda de um gráfico, o usuário pode ver quanto gasta com cada item.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Uma questão de milésimos

No começo de 2010, a bolsa de valores brasileira deve entrar para o grupo dos pregões mais velozes do mundo. Assim que a Comissão de Valores Mobiliários, o órgão que faz o papel de xerife do mercado de capitais, der sua aprovação, gestores de recursos poderão colocar seus servidores a poucos metros do computador central da bolsa que processa os pedidos de compra e venda. Com isso, terão condições de fazer negócios em prazos de 10 milésimos de segundo -- será possível fechar cinco operações num período de tempo equivalente a um piscar de olhos. Hoje, os gestores de fundos conhecidos como "de alta frequência" colocam seus servidores dentro de corretoras e, na melhor das hipóteses, fazem uma operação em cerca de 40 milésimos de segundo. "As maiores bolsas do mundo já alugam um espaço próximo ao seu computador porque há muitos investidores interessados em lucrar com minúsculas diferenças de preço. Chegar antes vale dinheiro", diz Edemir Pinto, presidente da BM&F Bovespa.
Essa alucinada corrida contra o tempo diz muito sobre o funcionamento do mercado financeiro -- no mundo e, cada vez mais, no Brasil. Nele, o conceito de velocidade vem sendo sistematicamente redefinido. Para fazer um bom negócio é preciso fazê-lo antes de qualquer outro. Esperar por algumas dezenas de milésimos de segundo para concluir uma transação é esperar uma eternidade para algumas categorias de investidores. O principal motivo dessa mudança foi o crescimento dos fundos que usam softwares para analisar a trajetória de ações, títulos e moedas e que disparam automaticamente ordens de compra e venda. A lógica da maioria deles é completamente diferente da do investidor comum. Eles não querem comprar uma ação e ficar com ela por meses ou anos. A estratégia dos aplicadores de alta frequência é aproveitar distorções momentâneas de preço de papéis e índices para comprá-los quando estão baratos e vendê-los com lucro. Isso tudo num ritmo tresloucado, várias vezes por dia.
Com poder de análise e velocidade sobre-humana, as máquinas brigam entre si para ver qual consegue identificar uma oportunidade de ganho mais rapidamente. Mas o que tudo isso significa para o investidor comum? Para quem aplica em ações pensando no longo prazo, os efeitos são positivos. Diz Daniel Mendonça de Barros, sócio na corretora Link, de São Paulo: "Como compram e vendem continuamente, esses fundos dão mais liquidez ao mercado -- há compradores e vendedores para as ações mesmo em momentos de grande nervosismo nos pregões". Para os investidores que operam várias vezes ao dia -- os day traders, na expressão em inglês usada no Brasil --, as consequências são diferentes. Como tanto eles quanto os gestores de alta frequência buscam a mesma coisa -- aproveitar distorções momentâneas no preço das ações --, os day traders se tornam competidores da segunda divisão quando confrontados com o novo aparato tecnológico. "Um ser humano com a mesma estratégia de um software vai perder sempre. É o arco e flecha contra a metralhadora", diz Raphael Juan, executivo responsável por produtos da CMA, uma das líderes em softwares de negociação eletrônica no mercado financeiro brasileiro.
Nos Estados Unidos e na Europa, as novas armas de fogo do mercado financeiro são motivo de polêmica. Para alguns políticos britânicos, os softwares teriam subvertido a lógica do mercado de capitais ao transformar os pregões em videogame. Na visão desses críticos, os investidores de bolsa deveriam cumprir apenas o papel de provedores de capital para as empresas. Na mão contrária, os defensores dos softwares argumentam que eles são importantes porque, como exploram as distorções do mercado, tendem a diminuir a volatilidade dos pregões. Se uma ação está caindo demais sem justificativa, eles compram -- prática que muitas vezes suaviza as quedas. Outra questão levantada contra os gestores de alta frequência é a da competição desleal. Nos Estados Unidos, parte deles paga uma tarifa para ter acesso antecipado às ordens de compra e venda de outros investidores -- o que permite ajustar as estratégias de acordo com o mercado. Os executivos da BM&F Bovespa dizem que aqui essa prática é proibida e que não haverá privilégio.
No Brasil, o segmento dos fundos com softwares ainda é incipiente -- estima-se que não chegue a duas dezenas. Na bolsa de futuros, em que desde junho é possível alugar um espaço ao lado do computador central e fazer operações em 10 milésimos de segundo, os investidores de alta frequência respondem por 6% do volume diário. Nos Estados Unidos, o percentual é superior a 50%. Na Europa, é 35%. "A entrada da bolsa de valores brasileira no clube da alta velocidade deve tornar o mercado local mais parecido com o americano e o europeu", diz Cícero Vieira, diretor de operações e de tecnologia da informação da BM&F Bovespa. A expectativa é que, em três anos, os investidores de alta frequência respondam por 30% do mercado local. Para quem estiver interessado em operar com uma metralhadora nas mãos, um aviso: o desenvolvimento de um software competitivo custa mais de 2 milhões de reais. E economizar nesse quesito pode ser mortal. "Não adianta disputar uma prova de Fórmula 1 num Chevette", diz Marcos Duarte, sócio da gestora Polo Capital, do Rio de Janeiro.
Fonte: Portal exame
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Mercado para empresas de tecnologia ainda é incipiente
As empresas de tecnologia podem ser mais valorizadas que as demais nos Estados Unidos, como mostra o estudo do professor Márcio Marcelo Belli, da Universidade de São Paulo (USP), mas a conclusão não se aplica ao mercado brasileiro, ainda pouco desenvolvido nesse segmento.
No Brasil, são poucas as empresas de tecnologia de capital aberto, porque, além de o país não ser um grande fornecedor de tecnologia no mundo e não ter tradição em criar companhias do setor, a liquidez que o mercado de ações brasileiro oferece ainda é pouco atrativa.
"O mercado de ações americano teve um desenvolvimento completamente diferente do nosso, e está em um estágio muito mais avançado, o que possibilita uma visão mais ampla do valor destas companhias", explica José Francisco Vinci de Moraes, chefe do Departamento de Economia da ESPM.
Isso é evidenciado, segundo o especialista, ao se analisar a criação da bolsa eletrônica dos Estados Unidos. A Nasdaq, ou National Association of Securities Dealers Automated Quotation System, surgiu em 1971, representando um avanço no mercado financeiro americano, por utilizar sistemas eletrônicos para negociar as ações.
As inovações tecnológicas da nova bolsa foram o principal facilitador da entrada das empresas de tecnologia no mercado de ações. "O custo para se abrir capital na Nasdaq era menor, já que ela não utilizava pregões ao vivo, por exemplo", explica Moraes.
Assim, empresas recém-nascidas como Google puderam adquirir recursos para o seu desenvolvimento.
"O início no mercado de ações para essas empresas era difícil, já que elas não tinham grande capital físico, só ideias. Mas a Nasdaq facilitou esse caminho", conta. Diante da oportunidade que os baixos custos da bolsa eletrônica ofereceram, as novas companhias de tecnologia conseguiram se consolidar até que, em 1999, elas representavam o maior mercado de ações americano em volume de dólares.
No Brasil, no entanto, a possibilidade de as empresas de tecnologia adquirirem tal desenvolvimento e peso no mercado financeiro hoje é remota, segundo o especialista. "O mercado de capitais brasileiro ainda é restritivo e pouco atrativo para as empresas de tecnologia que aqui operam, que são, em sua maioria, estrangeiras e podem captar no exterior", afirma.
Ainda assim, Belli, da USP, acredita que a tendência é que os países em desenvolvimento sigam o mesmo caminho dos mercados mais avançados. "As empresas de tecnologia que acabaram de abrir o capital na Índia já têm altíssimos valores de mercado. Com o Brasil, quando houver tal desenvolvimento, não será diferente", afirma o pesquisador.
Fonte: ValorOnline