sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Ação da Droga Raia sai a R$ 24 e IPO gira até R$ 654 mi
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Lições de um investidor
LIRIO PARISOTTO TINHA 1,6 BILHÃO DE REAIS APLICADOS NA BOLSA BRASILEIRA QUANDO A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL ABALOU O MERCADO. PERDEU 1 BILHÃO, MAS DOBROU A APOSTA - E SE DEU MUITO BEM
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Recorde mundial. E agora?
O espanhol Santander promove o maior lançamento de ações do mundo neste ano e mostra que o Brasil virou um dos principais palcos da competição entre bancos no mercado global.Mesmo que o antigo plano de ocupar o primeiro lugar no ranking dos bancos privados pareça por ora quase impossível -- o líder Itaú Unibanco tem quase o dobro de ativos --, o Santander tem hoje tamanho, presença geográfica e dinheiro para, pelo menos, incomodar os três que estão à sua frente: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.
Passada a abertura na bolsa, Barbosa, um paulistano de 54 anos, enfrenta agora a pressão de milhares de acionistas, ávidos por saber como o Santander investirá seus 14,1 bilhões de reais e como os transformará numa riqueza ainda maior. Nas semanas que antecederam o lançamento dos papéis, Barbosa participou de uma maratona de encontros com investidores no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Deixou claro que sua meta é ganhar, em cinco anos, pelo menos 2 pontos percentuais de fatia de mercado nos principais segmentos em que atua -- entre eles estão o de crédito imobiliário e o de pequenas e médias empresas. A mensagem era que o banco não quer apenas se beneficiar do crescimento esperado do país. Ele promete fazer isso e, ao mesmo tempo, tirar clientes da concorrência. Também ficou claro que o Santander não estava vendendo suas ações com base no desempenho passado -- o histórico de rentabilidade do banco no Brasil, cerca de metade dos rivais em 2008, não impressiona. O preço de suas ações reflete as promessas de crescimento. Agora Barbosa e sua equipe têm o compromisso de entregar.
Mesmo em um setor povoado por egos mastodônticos, parte da concorrência reconhece em Barbosa um profissional de rara habilidade -- ele foi alçado ao comando do Santander mesmo depois de o banco que presidia, o ABN Amro Real, ter sido comprado pelos espanhóis, algo raro em qualquer mercado. Hoje comanda a segunda maior operação do Santander no mundo. Mas os adversários também dizem que seu maior teste está apenas no início. A competição para valer começa agora. Nos últimos tempos, os principais bancos brasileiros adotaram à risca a lei do mais forte -- em poucas palavras, os grandes engoliram os mais fracos. O Banco do Brasil, por exemplo, é resultado do acréscimo do Votorantim e da Nossa Caixa. O Itaú Unibanco, além dos dois bancos que o compõem, soma os antigos BankBoston, BBA e Nacional. E assim por diante. O resultado foi uma concentração sem precedentes na história do sistema financeiro. Atualmente, os dez maiores bancos do país respondem por 94% das agências bancárias. Há dez anos, essa participação era de 76%. A soma dos ativos dos quatro primeiros bancos do ranking quase dobrou desde 2007 -- em meio, é bom lembrar, à maior crise bancária internacional em sete décadas. Até 2007, não havia nenhum brasileiro na lista dos 20 primeiros do mundo por valor de mercado. No início de outubro, o Itaú Unibanco era o 11o e o Bradesco 17o. "As grandes instituições financeiras estão olhando para a frente e se preparando para o Brasil que virá", diz Aldemir Bendini, presidente do Banco do Brasil, que nos últimos meses empreendeu uma maratona expansionista. Embalados pela política anticíclica do governo e com uma agressividade incomum, os bancos públicos aumentaram sua fatia de mercado de 34% para 40% nos últimos 12 meses. "Todo mundo quer manter o que tem e conquistar novos espaços."
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ganhar no mercado atual pode passar apenas por uma mudança de estratégia
O primeiro exemplo é o fundo Forester Value, citado pelo portal Fool como o único de todos os fundos de ações dos EUA no universo de cobertura da Morningstar a registrar desempenho positivo neste ano. A alta de 2% pode parecer insignificante perto dos ganhos exagerados nas bolsas nos últimos anos, mas é na comparação com a performance do índice S&P 500, de aproximadamente -30% no mesmo período, que surge a admiração.
Como eles ganham?
A pergunta que fica é o que o Forester Value Fund fez para conseguir se destacar tanto, já que não basta apenas sorte para ganhar neste mercado. Avaliando as estratégias do fundo, algumas lições ficam claras: investir em empresas sólidas e estáveis, mudar de estratégia de acordo com as tendências e aproveitar as oportunidades do mercado, além, é claro, de tomar providências para se proteger.
Dois movimentos do gestor do Forester Value Fund, Thomas Forester, podem esclarecer melhor essas lições. Em 2007, quando os fundos começaram a sofrer com a exposição ao declinante setor financeiro, o Forester Value realizou perdas, mudou de estratégia e procurou outros setores.
O outro exemplo, mais recente, mostra uma estratégia mais agressiva, de forma a aproveitar as novas oportunidades: nesse exemplo, vale a velha máxima de que "tempos extraordinários pedem medidas extraordinárias". Em julho, o Forester Value comprou papéis do Bank of America e os vendeu semanas depois, com um lucro de 80%.
Olhando o longo prazo
"Se você espera ser um poupador líquido durante os próximos cinco anos, você deveria esperar por bolsa mais alta ou mais baixa durante esse período?". A pergunta foi feita em uma carta enviada aos acionistas da empresa Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffet. Embora date de 1997, o texto é bem atual.
Para os que têm a resposta na ponta da língua, a continuação da carta pode ser uma surpresa e um ensinamento. Ao afirmar que muitos investidores entendem essa questão de forma errada, a carta traz a seguinte justificativa: "apenas aqueles que serão vendedores de ações no curto prazo devem ficar felizes em ver as ações subirem. Compradores em perspectiva devem preferir preços em queda".
Para os investidores de longo prazo, o conselho de Buffet (em 1997 e agora) é comprar e apostar na recuperação de alguns papéis, observando, é claro, os bons fundamentos das empresas. A oportunidade também é destacada pela Fator Corretora: "Isso não quer dizer que as bolsas não possam cair mais, mas que para os próximos três, quatro, cinco anos, boas escolhas na bolsa deverão ter desempenho superior a qualquer outro investimento".
Tendências do mercado
Para os que optarem por modificar as estratégias e se espelhar em ganhadores, atenção para alguns pontos. O primeiro é conhecer o mercado e suas oportunidades: múltiplos baratos não significam necessariamente recuperação imediata. "Uma estatística apenas não significa que as bolsas não possam cair mais", alerta Lika Takahashi, estrategista chefe da área de análise da Fator.
Outro ponto a ser levado em consideração é que apenas sabemos do sucesso das pessoas após elas terem ganhado: portanto deve-se tomar cuidado para não seguir estratégias tendo em vista eventos passados. Espelhar-se em vencedores não significa realizar os mesmos movimentos e sim estudar as estratégias.
Dessa forma, para os próximos meses, as táticas de investimento devem levar em consideração alguns fatores que podem influenciar papéis e setores: a desaceleração do crescimento chinês, que pressiona principalmente empresas ligadas a commodities; preços dos imóveis (tanto nos EUA quanto em outros países); condições dos mercados de crédito, que podem influenciar companhias e setores que necessitam de grande capital de giro para financiar operações, como setor de construção civil.
Por fim, a Fator pede atenção também ao setor de cartões: "a inadimplência no setor de cartão de crédito pode se tornar o novo problema na crise de crédito", com previsão de que a taxa de inadimplência cresça dos atuais 5,5% para os 8% vistos na época do estouro da bolha de tecnologia.
06/11/08 - 10h00
InfoMoney
