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terça-feira, 16 de março de 2010

Ecorodovias detalha oferta de ações de R$ 2 bilhões


Ecorodovias, concessionária que opera o sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a cidade de São Paulo ao litoral, apresentou os termos de uma oferta primária e secundária de ações que pode ultrapassar os R$ 2,0 bilhões. A iniciativa da empresa de ir a mercado, bem como o valor estimado da operação, foram antecipados pelo Valorem reportagem do dia 21 de janeiro.
De acordo com o aviso ao mercado publicado ontem, serão distribuídas inicialmente 125,22 milhões de ações ordinárias (com direito a voto), sendo 92 milhões de novas ações, compreendendo a oferta primária, e 33,22 milhões de papéis dos acionistas vendedores, no caso, a CR Almeida e Primav, que englobam a oferta secundária. A empresa já possui registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas não tem ações negociadas na BM&FBovespa.
Foto Destaque
Utilizando-se o teto da faixa estimada de preço - que vai de R$ 9,0 a R$ 12,00 por papel -, a distribuição pode movimentar R$ 1,5 bilhão. No entanto, considerando-se o exercício dos lotes suplementar e adicional, o total chega a R$ 2,02 bilhões.
Os investidores de varejo ficarão com 10% a 15% da oferta inicial. O valor mínimo de investimento é de R$ 3 mil e o máximo, de R$ 300 mil. Os pedidos de reserva devem ser feitos entre os dias 22 e 29 de março. O cronograma sugere que o preço por papel será fixado no dia 30 de março e os ativos começarão a ser negociados no dia 1º de abril no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), sob o código ECOR3. A oferta é coordenada por BTG Pactual,Itaú BBA e Credit Suisse.
De acordo com a minuta do prospecto preliminar, a companhia vai a mercado em busca de recursos para financiar suas atividades, que envolvem concessões de rodovias, portos, terminais logísticos e a aquisição de empresas que atuem nestes setores.
CR Almeida Engenharia e Construções é o controlador indireto da companhia. Por meio da Primav Construções, a CR Almeida responde por 65% das ações ordinárias. O restante do capital é da italiana Impregilo International Infrastructures, com 35% das ações ON. O controle da holding é da Impreglio SpA, que detém participações em concessões de rodovias, aeroportos, aquedutos e produção de energia renovável.
Na descrição de seus negócios, a empresa explica que suas operações estão organizadas em sistemas logísticos, que incluem dois terminais e cinco concessões rodoviárias, que cobrem mais de 1.450 km. Além da concessão das rodovias, o que a empresa chama de Sistema Logístico Anchieta-Imigrantes também inclui os dois terminais Ecopátio Cubatão e Ecopátio Imigrantes. A empresa é responsável ainda pelo corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto, pelo Polo Rodoviário de Pelotas (RS) e pela estrada que liga o Porto de Paranaguá (PR) à capital Curitiba.
De acordo com o prospecto, a companhia tem planos de expansão para cada um desses sistemas, envolvendo a criação ou participação de novos terminais logísticos e portuários.
Os balanços da Ecorodovias mostram crescimento de receita, geração de caixa e lucro nos últimos três anos. Em 2009, por exemplo, a receita líquida passou de R$ 1 bilhão, ante R$ 831 milhões de 2008 e R$ 643 milhões em 2007. Já a geração de caixa medida pelo lajida (lucro antes da participação de minoritários, do imposto de renda, da contribuição social, do resultado financeiro líquido, da depreciação e da amortização) somou R$ 690 milhões, alta de 23% sobre 2008 e avanço de 57% sobre 2007.
O lucro líquido de 2009 ficou em R$ 192 milhões, ante R$ 129 milhões no ano anterior e R$ 160 milhões em 2007. A margem líquida, que foi de 24,8% em 2007, caiu para 15,6% em 2009, e avançou a 19,2% no ano passado.
A empresa pode estrear na bolsa com valor de mercado de aproximadamente R$ 5 bilhões. Para comparação, a concorrente CCR fechou 2009 com valor de mercado de R$ 17,6 bilhões. (EC)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

Por: Giulia Santos Camillo
10/02/09 - 10h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Dia de discursos do presidente do Federal Reserve e do secretário do Tesouro é dia de ficar atento ao noticiário norte-americano. Ben Bernanke e Tim Geithner falam durante a tarde, trazendo expectativas por maiores detalhes sobre a atuação dos dois órgãos no combate à crise, principalmente no que se refere à compra de títulos do governo pelo Fed e o plano do Tesouro para o resgate dos bancos do país.

A crise é destaque lá fora e também por aqui. Porém, enquanto as referências do mercado internacional geram apreensão, os dados domésticos são potencialmente positivos. Em palestra realizada na última sessão, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, declarou que as concessões de crédito no Brasil já retornaram para níveis bem mais confortáveis.

Ademais, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos) anunciou um crescimento de 92,65% da produção de veículos em janeiro, na comparação com o último mês de 2008.

Contratos
Na cena corporativa, a Petrobras (PETR3PETR4) firmou uma nova parceria com a japonesa Mitsubishi Corporation, colaborando com 50% em um projeto para a construção de um navio de prospecção marítima ultra-profunda. A embarcação será entregue em meados de 2010 e deve custar US$ 830 milhões.

A CPC, controlada da CCR (CCRO3), juntamente à Brisa Participações e Empreendimentos, firmou contrato com a CS Participações para aquisição de 45% do capital social da Controlar em ações representativas. Conforme comunicado da empresa, o investimento da CPC será de R$ 121 milhões.

Resultados preliminares
Klabin Segall (KSSA3) divulgou os resultados preliminares de 2008, período no qual contabilizou vendas contratadas exclusivas de R$ 1 bilhão, com ajustes. O número representa um crescimento de 105% em relação a 2007.