Mostrando postagens com marcador NYSE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NYSE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Bolsa vai mais devagar com alta frequência

Quando o mercado acionário americano entrou em queda livre em 6 de maio do ano passado, o maior medo era que as negociações tinham sido dominadas por computadores de alta velocidade que tinham saído de controle. Um ano depois do "flash crash", em que a Média Industrial Dow Jones caiu 600 pontos em menos de dez minutos, as bolsas se tornaram um lugar muito mais tranquilo.
As estratégias de negociação em alta frequência com computadores, que foram apontadas por alguns como principais culpadas pelo colapso, diminuíram as operações. Também pularam fora muitos investidores de longo prazo, para quem o trauma daquela tarde foi a gota d'água depois de uma década de turbulência na bolsa. Na ausência deles, desmoronaram o giro e a volatilidade das bolsas, o que é ainda outro impedimento aos operadores de alta frequência.
As estratégias de alta frequência "têm menos [liquidez] com a qual trabalhar, então não participam, diminuindo o giro", diz Will Mechem, sócio-executivo da trading de alta frequência Pan Alpha Trading. "Aparentemente é um círculo vicioso."
Nos primeiros quatro meses do ano, o volume médio de negócios da Bolsa de Nova York e da Nasdaq caiu 15% frente ao de 2010, para uma média de 6,3 bilhões de ações que trocam de mãos por dia. O volume tem diminuído no decorrer deste ano, com uma média de 5,8 bilhões de ações em abril, o mês menos movimentado desde maio de 2008.
"As consequências da falta de demanda fundamental são bem reais", diz Jose Marques, diretor mundial de operações eletrônicas com ações do Deutsche Bank AG.
O volume vinha subindo gradualmente durante a maior parte da década passada, aumentando ainda mais durante a crise financeira. Ele dobrou entre 2006 e março de 2009, quando uma média de 9 bilhões de ações foram negociadas todos os dias.
Um motivo importante para o declínio do giro tem sido o discreto fim da enorme volatilidade nas ações, que imperou de 2008 até o primeiro semestre de 2010. Isso foi refletido no forte declínio do índice de volatilidade da Bolsa de Opções de Chicago, também chamado de VIX, que no mês passado atingiu o menor nível desde julho de 2007.
O declínio na volatilidade foi uma notícia especialmente ruim para os operadores de alta frequência, cujas estratégias geralmente dependem de lucrar com as minúsculas diferenças no preço de compra e venda em frações de segundo. Os operadores de alta frequência também atuam como propiciadores de liquidez no mercado, muitas vezes fazendo a contraparte de investidores de longo prazo numa transação.
A Rosenblatt Securities Inc. calcula que os operadores de alta frequência faturaram em média entre US$ 0,05 e US$ 0,075 por 100 ações negociadas nas bolsas americanas em 2010. Em 2008 eles conseguiram entre US$ 0,10 e US$ 0,15 por 100 ações.
"As vacas estão magras", disse Manoj Narang, director-presidente da corretora de alta frequência Tradeworx.
Também contribuem para o menor volume, dizem os operadores, os vários fundos hedge que usam estratégias de computador conhecidas como arbitragem estatística, que reduziram a negociação ou a interromperam totalmente, porque os baixos retornos dos últimos anos afugentaram os investidores.
Até um determinado ponto, dizem os traders, os volumes recentes de atividade são simplesmente níveis mais naturais que os de durante a crise financeira e o período logo depois. Os níveis gigantescos de operações de 2008 ao início de 2010 "na verdade foram volumes típicos de momentos catastróficos" para os mercados financeiros à medida que os investidores reagiam à crise, diz Oliver Sung, diretor de consultoria de execução do Bank of America Merrill Lynch.
Há quem argumente que esses níveis elevados de operações nunca chegaram a representar um retrato realista da demanda dos investidores para comprar e vender ações.
Em vez disso, é um reflexo dos traders computadorizados comprando e vendendo ações para fundos hedge que fazem "day trade", ou compras e vendas em questão de horas.
Esse "fantasma de liquidez", dizem, foi desmascarado durante o flash crash. "Onde foi parar aquele giro todo? Acho que nem existia", diz Joe Saluzzi, vice-diretor de trading da corretora Themis Trading.
Desde o crash, as autoridades americanas têm tentado restaurar a confiança dos investidores na bolsa. Entre as mudanças já anunciadas, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, planeja introduzir as suspensões dos negócios com ações que oscilam desmedidamente. A proposta impediria as transações fora de limites de cotação específicos e interromperia as operações quando as ações tiverem grandes oscilações súbitas.
"Posso garantir que nunca ocorrerá outro 'flash crash'? Não", disse ontem a jornalistas a presidente da SEC, Mary Schapiro. "Mas acho que esses passos são realmente importantes e ajudam muito a fortalecer nossa estrutura de mercado."
Os operadores acham que, depois do declínio recente no giro, a atividade pode voltar a crescer, mas a um ritmo mais lento que no passado.
"Ajudaria se os pequenos investidores voltassem ao mercado", diz Mechem, da Pan Alpha. "Outra coisa: houve uma alta recentemente no volume de recursos que entram em fundos hedge, então esperamos que isso vá impulsionar o giro quando esse capital for aplicado."
No meio tempo, as firmas de alta frequência estão se tornando mais atuantes nos mercados em que a volatilidade continua alta.
A firma de Mechem está criando estratégias para futuros de ações e câmbio. "O direcionamento realmente é para se concentrar mais em classes de ativos que em ações", diz ele.
Fonte: Valor

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Companhias de TI avançam para o exterior

Ganha força o movimento de internacionalização das empresas brasileiras de informática. Um dos exemplos dessa tendência é a Módulo, que desenvolve software e presta consultoria. Bastante atuante no exterior, onde obtém 10% do faturamento, seus sócios negociam a compra de uma companhia americana de perfil semelhante para avançar no mercado dos EUA. Já a Spring Wireless, especializada em aplicativos móveis para automação de vendas, prepara-se para abrir o capital na Bolsa de Nova York entre o fim de 2011 e início de 2012. Para isso, contratou a PricewaterhouseCoopers para fazer a auditoria interna e os ajustes contábeis necessários.
Fonte: Valor

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Índice de ADRs brasileiros na Nyse fecha em alta, liderado por papéis da TIM

Por: Equipe InfoMoney
20/09/10 - 18h26
InfoMoney


SÃO PAULO – O cenário corporativo dominou as atenções dosmercados nos pregões desta segunda-feira (20). Em Wall Street, sem indicadores de peso na agenda, o desempenho das empresassustentou os fortes ganhos dos índices acionários. Por aqui, a Vale e a Petrobras estiveram entre os drivers da alta de 1,64% do Ibovespa.
O índice Dow Jones Brazil Titans, que lista os 20 principais ADRs deempresas brasileiras negociados na bolsa de Nova York, fechou com alta de +0,56%, atingindo 33.653 pontos. O índice acumula +6,00% no mês.
Nos Estados Unidos, o National Bureau of Economic Research (Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas) revelou que a pior crise na economia do país desde a Grande Depressão terminou em junho de 2009, após durar 18 meses. No entanto, o presidente Barack Obama admitiu que o país ainda enfrenta tempos difíceis.
Por aqui, o governo elevou suas projeções para o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2010 para 7,2%. Também foram alteradas as projeções para a inflação medida pelo IPCA, de 5,2% para 5,1% ao ano, para a Selic média, de 9,60 para 9,81% ao ano, e para a taxa de câmbio média, que foi de R$ 1,80 para R$ 1,78. Considerando as novas estimativas, o governo elevou também o limite de gastos da União, em R$ 1,7 bilhão.
DestaquesO destaque positivo ficou com os papéis da TIM, que encerraram cotados a US$ 32,02, valorização de +2,66%. Na ponta oposta, os ADRs da Ultrapar apresentaram o pior desempenho, com queda de -1,43%, para US$ 57,91.
Em meio aos desdobramentos do processo de capitalização, os olhos dos investidores se voltaram mais uma vez à Petrobras. Esta semana marca o encerramento dos pedidos de reserva da oferta de varejo para pessoas não vinculadas para a oferta da estatal, que ocorre na próxima quarta-feira, e a precificação das ações, que acontece um dia depois.
ADRValor(U$)Var. Dia(%)Var. Mês(%)Negócios
AmBev ADR121,40+1,10%+9,68%421.308
Banco Bradesco ADR19,08+0,85%+8,22%4,867 milhões
Brasil Foods ADR14,45+0,07%+7,12%532.627
Banco Santander ADR12,95+0,70%+2,94%8,469 milhões
Pao de Acucar ADR69,13+1,23%-1,83%156.022
Cemig ADR16,16-0,98%-2,00%1,095 milhões
Eletrobrás ADR12,71+0,87%+2,83%762.203
Embraer ADR28,50+2,22%+14,97%815.986
Fibria ADR17,37-1,03%+0,75%1,406 milhões
Gafisa ADR15,38+0,13%+11,69%1,702 milhões
Gerdau ADR14,33+0,56%+6,78%3,585 milhões
Itaú Unibanco Holding ADR22,73+0,35%+5,38%8,727 milhões
Net ADR12,97-0,23%+1,89%964.511
Petrobras ADR35,94+1,30%+7,77%16,244 milhões
Sabesp ADR41,83+1,50%+10,08%163.504
Sid Nacional ADR16,52+0,73%+6,93%2,804 milhões
Tele Cel Sul ADR32,02+2,66%+12,00%171.306
Ultrapar ADR57,91-1,43%+4,21%76.116
Vale ADR28,07+0,79%+4,93%17,788 milhões
Vivo Participacoes S.A.26,67+0,23%+11,13%775.525

 Fonte: Infomoney

terça-feira, 12 de maio de 2009

Petróleo fecha a US$ 58,85 e atinge o maior nível em 6 meses

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos fecharam no maior nível em seis meses nesta terça-feira, com a baixa da sessão anterior atraindo compradores, disseram fontes do mercado.

No entanto, os ganhos foram magros na véspera da divulgação do relatório semanal de estoques do produto, que deve mostrar novo aumento das reservas norte-americanas.

O dólar caiu frente ao euro para o menor nível em quatro meses, estimulando investimentos em commodities. Mas a queda no mercado acionário norte-americano e expectativas de novo aumento nos estoques dos EUA mantiveram a cautela dos investidores.

"Estamos vendo compras nas quedas e vendas nas altas, à espera de estoques. As opções do petróleo vencem na quinta-feira, o que dá alguma volatilidade", disse Dan Flynn, analista da Alaron Trading, em Chicago.

A Agência de Informação de Energia dos EUA irá divulgar seu relatório semanal sobre estoques de petróleo na quarta-feira.

Analistas estimaram em pesquisa Reuters que os estoques do produto subiriam 1,4 milhões de barris.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho fechou em alta de US$ 0,35, ou 0,6%, a US$ 58,85 por barril, o maior valor de fechamento desde 11 de novembro de 2008, quando encerrou a US$ 59,33 por barril.

O contrato foi negociado entre US$ 57,81 e US$ 60,08, o maior valor intradia desde 11 de novembro, quando chegou a US$ 62,28.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu US$ 0,46, ou 0,8%, a US$ 57,94 por barril.

(Reportagem de Gene Ramos e Robert Gibbons)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Petróleo fecha em baixa em NY e Londres, afetado por temores sobre a demanda

NOVA YORK, EUA (AFP) — Os preços do petróleo encerrou a terça-feira em leve queda em Nova York e Londres, empurrados por um indicador pior que o esperado sobre o consumo nos Estados Unidos, que esfriou as esperanças de uma recuperação rápida da economia e da demanda de cru.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em maio terminou cotado a 49,41 dólares, um recuo de 64 centavos em relação a segunda-feira.

Na InterContinental Exchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento perdeu 18 centavos, a 51,96 dólares.

Depois de oscilar durante grande parte da sessão em torno do equilíbrio, os preços do WTI acabaram fechando no vermelho.

"Os investidores se dão conta de que a economia mundial continua muito enfraquecida e que ainda será necessário algum tempo para melhorar a relação entre oferta e demanda", considerou Bart Melek, da BMO Capital Markets.

As esperanças de recuperação econômica, que nas últimas semanas mantiveram o barril em torno dos 50 dólares, foram deixadas de lado pela inesperada queda das vendas do varejo nos Estados Unidos em março, após dois meses em alta.

Por outro lado, o mercado "continua reagindo à perspectiva muito sombria da demanda dada pela Agência Internacional de Energia (AIE)", acrescentou Melek.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

De olho no petróleo, esta na hora de subir

04/02 - 18:12

PETRÓLEO: Barril fecha sem tendência, com anúncio de estoques

SÃO PAULO, 4 de fevereiro de 2009 - Os preços do petróleo encerraram o dia sem tendência definida, após os dados divulgados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos apontarem que os estoques da commodity subiram duas vezes mais que o esperado pelo mercado.

O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em março, encerrou com queda de 1,2%, cotado a US$ 40,31 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).

Já o barril do tipo Brent, com vencimento em março, encerrou com valorização de 0,3%, negociado a US$ 44,20 no ICE Exchange de Londres.

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram em 7,2 milhões barris, na comparação com o mesmo período da semana anterior, para 346,1 milhões, informou hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE). O mercado apostava em uma alta de 3 milhões de barris. Sendo assim, o resultado marca o 17º aumento em 18 semanas.

Seguindo a mesma direção, os estoques de gasolina registraram alta de 300 mil barris no mesmo período de comparação, para 220,2 milhões de barris. Em sentido contrário, os estoques de derivados registraram queda de 1,4 milhão de barris, para 142,6 milhões.

As refinarias norte-americanas operaram com 83,5% de sua capacidade operacional total, acima dos 82,5% registrados na semana anterior. (Redação - InvestNews)