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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sazonalidade na internet é comparável à da televisão

Segundo a cultura chinesa, a vida humana, assim como a natureza, é feita de ciclos. A internet, 'construída' por pessoas, também está sujeita às sazonalidades na audiência. A procura sazonal por conteúdos está diretamente ligada a eventos que mudam o cotidiano por determinado período. E, embora as redes sociais tenham se tornado o principal interesse dos brasileiros, os assuntos e o comportamento seguem rotina semelhante à das emissoras de TV.
Em janeiro, por exemplo, ganham mais audiência as notícias de clima, os sites de automóveis e de finanças pessoais, segundo dados do Ibope Nielsen Online. Em maio, o espaço é para as mensagens e cartões de Dia das Mães. "Julho, por conta das férias escolares, é de longe o mês com a maior média de audiência", afirma o analista de mídia do Ibope Nielsen Online, José Calazans. Nesse caso, as páginas mais acessadas são as de jogos, vídeos e, claro, as redes sociais. No fim do ano, ganham destaque as compras on-line, informações sobre vestibulares, as mensagens de boas festas e, nos últimos dois anos, Mega Sena da Virada.
Semelhante à Copa do Mundo e às eleições, o "reality show" "Big Brother Brasil" está entre os eventos de maior procura sazonal na web, entre janeiro e março. Segundo dados da Globo, o site do BBB11 registrou no primeiro dia do programa 1,3 milhão de acessos, 48% mais que no primeiro dia da edição passada. O número de páginas vistas foi de 8,4 milhões, ante 3,1 milhões do BBB10.
O programa também ficou entre quatro dos dez termos mais buscados pelo Google na semana passada. Nas redes sociais, o programa rendeu mais de 510 mil mensagens até o dia 11. "Eventos que geram uma comoção social, como novelas e "reality shows", catalisam a audiência", afirma o diretor de desenvolvimento editorial do iG, Caíque Severo. O portal é o quarto em audiência, com 23,2 milhões de visitantes ao mês, depois de Google (33,6 milhões), MSN (32 milhões) e UOL (26,8 milhões).
Segundo Severo, a internet funciona como um canal de conversa paralela à mídia convencional. Com a chegada de novos usuários da classe C, que assistem mais TV que as classes A e B, a tendência é que a programação das grandes emissoras motive mais audiência nos portais e redes sociais.
No portal Terra, que conta com uma audiência de 22,1 milhões de visitantes por mês, a situação é semelhante, afirma o diretor de inteligência de mercado do portal Terra e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Coutinho. "A sazonalidade de conteúdo na internet tende a se tornar cada vez mais semelhante à de outras mídias, por conta da popularização do acesso à web", diz. No portal Terra, como no iG, os temas que despertam mais interesse dos usuários são os sites de celebridades, informações sobre esportes e noticiário mundial e nacional.
O diretor de audiência do Yahoo Brasil, Fabio Boucinhas, observa que além do "reality show", também têm uma procura maior neste mês as notícias sobre clima, condições de trânsito e até sites sobre dieta. "Muita gente resolve trocar de carro ou emagrecer para cumprir a promessa de Ano Novo e isso também influencia a audiência", afirma. Para janeiro, a expectativa é de que haja um aumento na audiência de 10% a 15%, em função das férias escolares e do BBB, diz Boucinhas. O portal não divulga projeção para o ano, mas para o executivo, em um ano sem Copa do Mundo e nem eleições, a preparação para a Olimpíada no Brasil e o primeiro ano de governo Dilma Rousseff devem garantir boa parte da audiência na internet. O portal tem uma média de 21,5 milhões de visitantes únicos por mês.
O diretor-executivo da consultoria ComScore, Alexander Banks, confirma que há mudanças na procura por conteúdo ao longo do ano. E, de modo geral, há incremento no acesso nas principais categorias. Até novembro de 2010, o acesso à internet nos domicílios e empresas no Brasil, considerando o público com mais de 15 anos de idade, havia crescido 19,7%, alcançando 39,3 milhões de usuários.
O tempo médio de acesso por mês não mudou muito. Em média, cada internauta ficou 26 horas e 54 minutos por mês na web, 12 minutos a mais do que no ano anterior.
Fonte: Valor

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

De olho na 'nuvem', UOL compra Diveo

Em mais um lance no movimentado mercado de centros de dados no Brasil, o UOL anunciou ontem a compra da Diveo, empresa especializada na oferta de serviços relacionados a centros de dados e telecomunicações para outras companhias.
No comunicado enviado à Comissão da Valores Mobiliários (CVM), o UOL não informa o valor da operação. O negócio foi realizado por meio da DHC Outsourcing, empresa comprada pelo UOL no ano passado. A expectativa é de que a operação seja concluída até o dia 30.
Na avaliação de analistas consultados pelo Valor, o negócio representa um passo positivo para a companhia. "Com essa aquisição, o UOL não pode mais ser considerado apenas um provedor de acesso à internet, pois outros serviços, como hospedagem, computação em nuvem e publicidade on-line, já representam quase 70% do faturamento", disse um analista que preferiu não ter seu nome divulgado. De acordo com outro especialista, a empresa está apresentando um plano saudável de aquisições e de uso inteligente de seu caixa. Segundo a revista "Valor Data", o UOL tinha R$ 490,4 milhões em caixa em 30 de setembro.
Com a Diveo, sobe para nove o número de empresas adquiridas pelo UOL em três anos, com o objetivo de reforçar sua estratégia no segmento de centros de dados. Atualmente, a empresa atende 300 mil clientes nessa área. Entre os serviços oferecidos estão hospedagem e construção de sites, estrutura de loja virtual, meios de pagamento, e-mail marketing e gerenciamento de servidores.
Uma das grandes apostas do setor é a computação em nuvem. Por essa modalidade de serviço, os sistemas e as informações dos clientes são acessados pela internet, sem a necessidade de instalar programas no computador do usuário. Os centros de dados são fundamentais nesse processo porque representam uma espécie de cofre forte no qual os dados ficam protegidos, com alta segurança.
Em abril, o UOL inaugurou um novo centro de dados em São Paulo. A unidade foi projetada para consolidar as sete unidades da companhia instaladas na capital e em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Com 6,3 mil metros quadrados, o centro começou a operar com dois de seus quatro andares ocupados.
A Diveo é uma empresa sediada nos Estados Unidos, com negócios no Brasil e na Colômbia. A companhia mantém um centro de dados em cada um desses países. Neste ano, um investimento de R$ 40 milhões foi anunciado para ampliar o centro no Brasil. Segundo relatório da corretora Fator, a companhia conta também com uma infraestrutura de telecomunicações de 10 mil quilômetros quadrados com a qual opera uma rede sem fio.
Do total de 1,6 mil clientes da Diveo, cerca de 1,3 mil estão no Brasil. Um dos contratos mais recentes no país foi a consolidação dos servidores - os computadores centrais de rede - da BM&F Bovespa. Segundo a Fator, o faturamento total da Diveo é estimado em R$ 200 milhões.
Várias empresas anunciaram, este ano, investimentos na construção de centros de dados no Brasil, de olho na oferta de serviços por meio da computação em nuvem. O modelo está se tornando cada vez mais atraente para as empresas porque reduz custos, tanto para quem contrata, quanto para quem oferece os serviços.
A alemã T-Systems, por exemplo, investiu R$ 50 milhões na construção de um centro de dados em Barueri, com área de 600 metros quadrados. Também em Barueri, a brasileira Alog anunciou um investimento de R$ 30 milhões para montar sua terceira estrutura no país. Para os próximos cinco anos, a previsão da companhia é de aplicar um volume adicional de R$ 30 milhões.
Já a Locaweb, que investiu R$ 49 milhões na montagem de um novo centro de dados em São Paulo, planeja aplicar mais R$ 111 milhões para ampliar suas atividades nos próximos sete anos. Em setembro, a companhia recebeu um aporte do fundo americano Silver Lake Sumeru. (colaborou Ana Paula Ragazzi, de São Paulo)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Portal R7 completa um ano e promete liderança

São Paulo - Portal de notícias da Rede Record, o R7 completa um ano nesta segunda-feira (27) e comemora com ambição: "seremos líderes na internet". A declaração é do diretor de Conteúdo do portal, Antonio Guerreiro, captada em bate-papo exclusivo com o Adnews. "Pode levar 2, 3 ou 4 anos, mas não tenha dúvidas de que estamos a caminho da liderança", completa.
Com mais de 350 profissionais e média de mil notícias diárias, o portal chega à marca de 16 milhões de visitantes únicos e média de 270 milhões de visualizações de páginas mensais. De acordo com Guerreiro, o ano inaugural supera as expectativas. "Crescemos em 10 meses o que os concorrentes levaram de 2 a 3 anos para crescer. A análise é muito positiva", diz. Os rivais a que ele se refere são os chamados portais "horizontais", grandes da internet como UOL, Globo.com , Abril.com. A horizontalização se dá quando o portal passa a oferecer conteúdo que vai além de notícias e abrange serviços como e-mail, por exemplo.
Uma das novidades da nova fase do R7 é o lançamento de "A Fazenda 3" em transmissão que ficará 24 horas ao vivo na web a partir desta terça-feira. Nos últimos meses, o portal investiu em serviço e levou ao internauta o e-mail @r7.com, por onde o usuário poderá acompanhar o reality show . O programa ficará disponível gratuitamente, feito inédito segundo Guerreiro. "É a primerira vez que acontece isso integrando TV e internet", afirma.
No departamento de conteúdo, o diretor também é só elogios. Destacou as iniciativas do portal em prol de um "jornalismo comunitário" e "colaborativo" e anunciou um projeto de jornalismo local. Todas a capitais brasileiras passrão a contar, e breve, com páginas especiais de conteúdo regional. O Rio de Janeiro será a primeira delas, com previsão de estreia já no próximo mês.
Parcerias também fazem parte dos planos do R7 daqui pra frente. Guerreiro afirmou que está à procura de parceiros que complementem o conteúdo do portal e avisa que uma delas será internacional, focada na área de games.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Lucro do UOL cresce no trimestre e em 2009

SÃO PAULO - O portal UOL encerrou o quarto trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 56,2 milhões, o que representa expansão de 168% em relação ao mesmo período de 2008 (R$ 21 milhões). No ano passado completo, o lucro foi de R$ 137 milhões, com elevação de 42% no confronto com os R$ 96,2 milhões somados em 2008.

As receitas com assinaturas aumentaram 1% entre outubro e dezembro de 2009, quando comparadas as de mesmo intervalo do ano anterior, para R$ 133,1 milhões. As receitas com publicidade somaram R$ 140,7 milhões no trimestre, ampliação de 59%. O custo dos serviços prestados teve redução de 5%, para R$ 56 milhões. 

As despesas com vendas se situaram em R$ 48,6 milhões nos três meses finais de 2009, com alta de 14% no comparativo com um ano antes. As despesas gerais e administrativas subiram 42%, para R$ 39,7 milhões.

O UOL registrou lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 75,7 milhões no trimestre, expansão de 215% sobre o montante dos três últimos meses de 2008.

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