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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Queiroz Galvão amplia presença em petróleo e gás

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) prepara outras investidas no pré-sal não relacionadas à recente aquisição de 10% no bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos, anunciada recentemente. José Augusto Fernandes Filho, presidente da companhia, conta animado que vai testar "uma belíssima estrutura [reservatório]" no bloco BM-S-12, na mesma bacia e apelidada de Ilha do Macuco - onde a Petrobras detém 70% -; no pré-sal da bacia do Jequitinhonha, no bloco BM-J-2, onde é operadora; e em Biguá, um dos reservatórios encontrados no BM-S-8.
Apesar do grupo operar desde a abertura do setor, em 1997, a empresa voltada para exploração foi criada em outubro, após 14 anos como um departamento da Queiroz Galvão Óleo e Gás. Atualmente a QGEP ocupa o 6º lugar entre os maiores produtores de petróleo do país, segundo o boletim da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de maio. Desde a criação, investiu US$ 700 milhões: US$ 300 milhões em exploração e o restante no desenvolvimento da produção dos campos Coral e Manati.
Somada a produção petróleo com a de gás em Manati (BA), o volume chegou a 11 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia em maio, mas deve aumentar quando a empresa religar cinco poços fechados para manutenção. Com a reativação, a Queiroz Galvão deve voltar à posição de 2010, como quarta maior produtora e, por enquanto, à frente de empresas maiores como Statoil, BP e Repsol.
Mesmo reduzida, a produção de gás, de 1,73 milhões de m3 /dia, é superada apenas pela Petrobras. Se for contabilizado só o petróleo, também em Manati, a produção é mais modesta, de 177 barris ao dia. Mas os planos são chegar a 120 mil barris ao dia até o fim da década.
Além do desembolso de US$ 175 milhões para entrar no BM-S-8, a empresa prevê investimentos de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões este ano. Ela captou R$ 1,5 bilhão com uma oferta pública inicial de suas ações na bolsa e procura novos ativos. "Esse dinheiro (da oferta pública) está no caixa e usamos para a compra do BM-S-8. Como informamos na época, ele será usado para aquisições, quando surgirem boas oportunidades", diz Fernandes Filho.
O negócio de exploração e produção, o único de capital aberto do grupo, parece mais visível e efervescente, mas não é o único do setor que está ganhando espaço no conglomerado, que nasceu em Pernambuco e que completa 58 anos em 2011 com 20 mil empregados. O setor de petróleo e gás - que engloba a construção naval, montagens industriais, serviços de perfuração e aluguel de sondas - responde por 50% do faturamento, de R$ 7,4 bilhões em 2010.
A Queiroz Galvão Óleo e Gás começou a atividade nos anos 80. Ela tem contratos em carteira que somam US$ 6,6 bilhões e 1,8 mil funcionários. A empresa tem nove sondas de perfuração em terra (alugadas para a Petrobras, HRT e OGX) e oito plataformas offshore. Em breve o número de sondas subirá para quinze.
A companhia de óleo e gás é investidora e operadora das unidades. Após associação com a SBM Offshore (Single Buoy Moorings, a maior do mundo) vai construir a FSPO Cidade de Paraty, que será conectada ao campo de Lula Nordeste em 2013. Divide ainda com outra gigante, a BW Offshore, a plataforma FPSO P-63, que vai operar no campo Papa Terra (da Petrobras e Chevron) na bacia de Campos.
O diretor-geral da empresa, Leduvy Gouvea, explica que a empresa tem 21 contratos com a Petrobras, incluindo o de afretamento de uma plataforma destinada ao pré-sal. A companhia ganhou, junto com a SBM, licitação para construção e afretamento do FPSO que será instalado no campo de Guará.
Já a Construtora Queiroz Galvão tem participação acionária de 40% do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), na Quip (33% em sociedade com a UTC e IESA) e no Estaleiro Rio Grande (com a Camargo Corrêa e a Samsung) e uma carteira de obras que inclui as plataformas P-55 - em fase final de construção no Atlântico Sul e que terá os módulos integrados no Quip - P-59 e P-60, que estão em construção.
O braço de construção também participa de obras de grande porte em refinarias da Petrobras. Com sócios diversos, a empresa lidera consórcios que estão fazendo duas obras na Reduc; a unidade de tratamento de gás do Campo de Mexilhão (SP); a construção das unidades de hidrotratamento de destilados médios do Comperj; e ainda as tubovias que vão integrar todas as unidades da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).
Sobre essa obra, Otoniel Silva Reis, diretor da construtora, diz que serão utilizadas 30 mil toneladas de tubulação. O segredo de tantos contratos simultâneos, segundo Reis, é simples. "Quando o mercado cresceu, a empresa estava muito preparada".
Fonte: Valor

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ofertas em fevereiro farão bolsa sonhar com 2007


O prazo para que as ofertas públicas de ações sejam registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sem que as empresas precisem atualizar as informações referentes ao quarto trimestre de 2010 está acabando e, em razão disso, depois de meses relativamente calmos, as distribuições estão se acumulando para a avaliação dos investidores.
Entre a última semana de janeiro e a primeira de fevereiro, seis companhias concluem operações. São quatro estreantes, Arezzo, Sonae Sierra, Queiroz Galvão e Autometal. Além delas, há as já listadas Magnesita e Tecnisa , sendo que essa última está prestes a divulgar os dados da operação. Juntas, elas deverão movimentar perto de R$ 6 bilhões.
Este é o mês mais forte para ofertas iniciais desde outubro de 2007, quando a bolsa recebeu 12 novatas e duas distribuições de empresas já negociadas.
Os informes financeiros sobre os resultados de 2010 têm de ser divulgados até o fim de março e o encerramento dessas distribuições que já começaram, com a colocação dos lotes extra e adicional, já está invadindo aquele mês.
Para não correr riscos, advogados calculam que as empresas têm até 10 de fevereiro para fechar o preço das ações. As que deixarem para depois poderão ter de atualizar o prospecto.
Houve casos também de quem tomou a decisão contrária. A Vulcabras Azaleia preferiu esperar a divulgação do balanço de 2010 para então sair com a oferta.
"Nosso último trimestre foi bastante razoável e conseguimos antecipar os trabalhos de encerramento desses resultados. Preferimos, então, adiar a operação para utilizarmos os números completos de 2010", disse o presidente da Vulcabras Azaleia, Milton Cardoso. Segundo o executivo, o resultado da Vulcabras nos três últimos meses de 2010 veio dentro das expectativas da companhia e esse balanço terá sua publicação antecipada para a primeira quinzena de fevereiro. Tradicionalmente, os números de empresas varejistas no quarto trimestre são fortes. A operação, que sequer foi iniciada, deverá ser retomada em 30 dias.
Ontem, mais duas empresas iniciaram as apresentações para os investidores. A Queiroz Galvão Exploração e Produção, braço de petróleo e gás da empreiteira, pretende levantar até R$ 2,7 bilhões na bolsa, na maior oferta em andamento. A distribuição prevê uma parte secundária, mas via lote adicional, equivalente a 20% do total ofertado. Ou seja, os atuais acionistas venderão ações apenas se houver excesso de demanda. Se isso acontecer, a fatia da Queiroz Galvão na empresa cairá de 90% para 62%, e o fundo de participações Quantum reduzirá sua participação de 10% para 7%.
A faixa de preços sugerida na colocação varia de R$ 23 a R$ 29. O período de reserva vai de 26 de janeiro a 4 de fevereiro. Já a fabricante de componentes automotivos Autometal quer levantar até R$ 991 milhões. Assim como a Queiroz Galvão, o controlador espanhol, CIE Autometal, venderá ações apenas em caso de excesso de demanda. As reservas vão de 27 de janeiro a 2 de fevereiro.
Fonte: Valor