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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Saul Klein está livre para voltar

O empresário Saul Klein, que deixou a sociedade da Casas Bahia em agosto, pode voltar ao varejo de eletroeletrônicos e móveis ainda neste ano. Irmão mais novo de Michael Klein, que recentemente vendeu o controle da Casas Bahia, para o grupo Pão de Açúcar, Saul havia assinado um contrato que o proibia de atuar no setor por cinco anos. No entanto, uma cláusula determinava que, caso a empresa fosse vendida ou um novo sócio entrasse no grupo de controle, Saul estaria liberado da quarentena. A amigos o empresário, que recebeu cerca de 4 bilhões de reais por sua fatia na Casas Bahia, diz que vai se decidir até o fim de março. Uma possibilidade seria se juntar a empresas menores do setor, como Insinuante e Ricardo Eletro, para construir um grupo com capacidade de incomodar a nova varejista de eletroeletrônicos resultante da união de Casas Bahia. e Pão de Açúcar.

Saul Klein está livre para voltar

O empresário Saul Klein, que deixou a sociedade da Casas Bahia em agosto, pode voltar ao varejo de eletroeletrônicos e móveis ainda neste ano. Irmão mais novo de Michael Klein, que recentemente vendeu o controle da Casas Bahia, para o grupo Pão de Açúcar, Saul havia assinado um contrato que o proibia de atuar no setor por cinco anos. No entanto, uma cláusula determinava que, caso a empresa fosse vendida ou um novo sócio entrasse no grupo de controle, Saul estaria liberado da quarentena. A amigos o empresário, que recebeu cerca de 4 bilhões de reais por sua fatia na Casas Bahia, diz que vai se decidir até o fim de março. Uma possibilidade seria se juntar a empresas menores do setor, como Insinuante e Ricardo Eletro, para construir um grupo com capacidade de incomodar a nova varejista de eletroeletrônicos resultante da união de Casas Bahia. e Pão de Açúcar.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

União entre Casas Bahia e Pão de Açúcar gera vantagem competitiva "excepcional"

Especialistas em fusões e aquisições destacam ganhos de sinergia na formação da nova empresa
Por Eduardo Tavares e Verena Souza | 07.12.2009 | 08h36

Parece não haver no mercado quem diga que o acordo entre Pão de Açúcar e Casas Bahia, originando uma gigante do varejo, foi um mau negócio. Segundo especialistas na área de fusões e aquisições, um dos principais benefícios da operação será o ganho "excepcional" de sinergia para as operações de vendas das duas empresas. Os analistas afirmam que as expectativas desse ganho chegam a 2 bilhões de reais.

Para Fernando Cymrot, consultor de fusões e aquisições da V2 Finance, um dos primeiros efeitos decorrentes da formação da nova empresa, que engloba ainda as marcas Extra, Ponto Frio e Compre Bem, será a possível unificação dos centros de compra. "Isso deve gerar ganhos de margem em um setor extremamente concorrido, em que cada ponto de lucratividade é motivo para esforço e comemoração".

Vale destacar ainda os benefícios da complementaridade nas áreas de atuação das duas empresas. O professor Cláudio Felisoni, presidente do conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar), lembra que há um grande ganho de sinergia também pela combinação da área de alimentos com a de eletro-eletrônicos.

A partir daí, o que se pode esperar é uma penetração muito eficiente da nova empresa no segmento de varejo em todas as classes sociais. "O que deve acontecer é a segmentação do público. O Ponto Frio, deve focar nas classes A e B, pois a Casas Bahia já têm força nas camadas C e D. Já o Extra deve focar no modelo das mega-lojas", diz Fernando Cymrot.

Barganha
A empresa formada a partir da compra da Casas Bahia pelo Pão de Açúcar, pelo porte, também ganha notável poder de barganha com seus fornecedores, podendo negociar melhores preços. Entretanto, para o consultor da V2 Finance, é provável que a adaptação à essa nova situação, na qual os fornecedores veem sua margem de negociação reduzida, aconteça rapidamente. "Para os fornecedores, é importante que o produto esteja na prateleira. Pode até haver certa perda de margem, mas não dá para abrir mão de negociar com uma empresa desse porte".

Cymrot enumera algumas possibilidades vantajosas para os fornecedores, dentre elas, a oportunidade de fazer ações conjuntas de lançamento em lojas da rede. "Com certeza os concorrentes serão prejudicados. Lojas como Magazine Luíza, Walmart e Carrefour deverão ter bastante trabalho para brigar por preço e, inclusive, por espaço na mídia". O analista diz que a Casas Bahia entram "sob o guarda-chuva" do Pão de Açúcar, o que permite usar alguns canais do grupo para estender seu contato com os clientes. Como exemplo, ele cita uma hipotética ação que poderia ser feita pela Casas Bahia nas lojas dos supermercados da rede Compre Bem. "Isso é um diferencial que os concorrentes não têm. Walmart e Carrefour são conhecidos ainda como hipermercados, e não como lojas de eletroeletrônicos. O Pão de Açúcar tem uma enorme vantagem competitiva", diz Cymrot. (Continua)

Melhoras Operacionais
A associação deve promover também sobre a Casas Bahia uma pressão para aperfeiçoar seus processos operacionais, como os meios de pagamentos. O professor Cláudio Felisoni explica que o maior problema da empresa foi não saber lidar com a transição de um modelo de vendas financiadas pelo carnê (que chegou a ser 80% das vendas deles) para o de cartão de crédito.

O problema é que, com os carnês, a Casas Bahia, ganhava também cobrando juros sobre as compras. Com o cartão de crédito, eles deixam de lucrar com os juros - quem ganha são as operadoras. A dúvida que fica é se o Pão de Açúcar vai saber administrar melhor essa transição, e se terá fôlego para isso. Para Felisoni, a estrutura do Grupo Pão de Açúcar o torna mais eficiente que a Casas Bahia, o que deve garantir que a transição seja feita.

Segundo Fernando Cymrot, tal dificuldade na transição pode ser devida ao fato de que a "Casas Bahia nunca teve pressão por busca de rentabilidade e eficiência, por não ser uma companhia aberta. A obrigação de divulgar resultados e a resposta pronta que o valor das ações dá obriga a empresa a ter eficiência nas operações. A Casas Bahia. brigava por faturamento e tamanho, mas não necessariamente por rentabilidade. Não era algo que afetava diretamente o valor da companhia".

O problema, para o especialista, é que muitas coisas mudaram com o passar dos anos. Algumas coisas, dentre elas, a forma de pagamento, não geram mais os mesmos benefícios de 10 anos atrás. "A partir de agora, os ganhos devem começar a aparecer, tanto por escala, quanto os relativos a melhoras operacionais, como os meios de pagamentos. Uma empresa deste porte tem cacife para negociar sua carteira de pagamentos com qualquer banco", diz Cymrot.

Fonte: Portal Exame

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Após três anos, Dynamo reabre fundo para captação

As quedas dos preços das ações das companhias e as oportunidades criadas com esse movimento levaram um dos maiores e mais antigos fundos de ações do mercado brasileiro, o Dynamo Cougar, a reabrir para captações depois de cerca de três anos fechado para novas aplicações. Desde 27 de outubro, a carteira está aceitando novos recursos, mas, como é do estilo da gestora carioca desde sua fundação, isso ocorreu de maneira muito discreta, somente com um aviso em sua página na internet e uma carta encaminhada para os já cotistas. A idéia é manter o fundo aberto até o fim deste ano.  

Com filosofia de investimento de longo prazo e com foco em empresas escolhidas pelos fundamentos, governança e potencial de valor do negócio, a Dynamo tem clientes que possuem também esse perfil. "Nossos cotistas dos fundos aqui do Brasil estão conosco há muito tempo e obtiveram bom retorno ao longo dos anos, acredito que, por conta disso, não estamos tendo saques neste ano mais crítico", disse o sócio-fundador da gestora, Luiz Orenstein.  
Ele diz que por conta da longa experiência da equipe, que há muitos anos acompanha de perto as empresas, em momentos como o atual a Dynamo consegue ter um bom discernimento das companhias cujos papéis se desvalorizaram por motivos que não são relacionados aos fundamentos. "Esse é um momento complicado, porque há várias coisas acontecendo ao mesmo tempo; há ativos que tiveram redução de preços por conta de relações diretas ou indiretas com seus fundamentos, mas há outros que sofreram por fatores que nada têm a ver com isso, como a necessidade de fundos de liquidarem posições", diz Orenstein. 

O horizonte de longo prazo do fundo e dos clientes permite aproveitar melhor as oportunidades que surgiram na bolsa após as quedas dos papéis, na avaliação da gestora. Entre os papéis que a Dynamo comprou recentemente estão a Natura, Pão de Açúcar e Grupo Ultra.  
Mas se por um lado as quedas dos preços abriram um espaço que há tempos gestores com o perfil da Dynamo não viam no mercado, por outro a gestora avalia que o momento é difícil. "Uma certa correção de preços pode ser saudável a cria oportunidades, mas o que estamos vendo é algo que já passou do limite do conveniente", avalia Orenstein. Para ele, a a volatilidade deve continuar por algum tempo e as perspectivas para 2009 não são muito animadoras. "Lá fora deve ser bem complicado, embora aqui no Brasil deva ser mais razoável", diz o executivo.  
O Cougar foi criado no segundo semestre de 1993 e desde então acumula, de acordo com dados do site da Dynamo, retorno anual médio de 71,76%, enquanto o Ibovespa teve ganho médio anual de 47,14% no mesmo período. Este ano, em função da crise, o desempenho está negativo em 29,9% até o dia 13, enquanto o Ibovespa perde 43,6%.  
Ao todo, a gestora gerencia um patrimônio de cerca de US$ 1 bilhão. As aplicações mínimas no Cougar são de R$ 100 mil e voltadas para os investidores qualificados. A taxa de administração é de 2% ao ano com mais performance de 15% sobre o ganho que exceder o IGPM mais 6% ao ano. 

Fonte: ValorOnline