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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Street Scene; A Smarter Computer To Pick Stock


Ray Kurzweil, an inventor and new hedge fund manager, is describing the future of stock-picking, and it isn't human.
''Artificial intelligence is becoming so deeply integrated into our economic ecostructure that some day computers will exceed human intelligence,'' Mr. Kurzweil tells a room of investors who oversee enormous pools of capital. ''Machines can observe billions of market transactions to see patterns we could never see.''
The listeners, attendees of a conference sponsored earlier this month by the Capital Group Companies, are slightly skeptical. Some have heard that Mr. Kurzweil, 58, who takes more than 150 vitamins and supplements a day, believes people will eventually live forever. Others know he has said that in 2045, man and machine will achieve ''singularity,'' and humans will hold their breath for hours thanks to nanomachines in our bloodstreams.
But some are aware that a former Microsoft executive and chairman of the Nasdaq stock market, Michael W. Brown, is an investor in Mr. Kurzweil's new hedge fund, FatKat, and that Bill Gates once described him as ''the best person I know at predicting the future of artificial intelligence.''
More important, many of them have seen Mr. Kurzweil's ideas used by stock speculators. So, they want to learn more about his brave, new world.
''These ideas are the future,'' said David Atkinson, a private investor who attended another lecture later that day by Mr. Kurzweil. ''I'm not really sure I understand them, but they're making some folks rich.''
Complicated stock picking methods are nothing new. For decades, Wall Street firms and hedge funds like D. E. Shaw have snapped up math and engineering Ph.D.s and assigned them to find hidden market patterns. When these analysts discover subtle relationships, like similarities in the price movements of Microsoft and I.B.M., investors seek profits by buying one stock and selling the other when their prices diverge, betting historical patterns will eventually push them back into synchronicity.
Today, such methods have achieved a widespread use unimaginable just five years ago. The Internet has put almost every data source within easy reach. New software programs, like the Apama Algorithmic Trading Platform, have made it possible for day traders to build complicated trading algorithms almost as easily as they drag an icon across a digital desktop.

sábado, 11 de setembro de 2010

Inteligência Artificial

Os fundos quantitativos, que usam fórmulas matemáticas e estatísticas para decidir onde investir, devem ganhar espaço este ano com a busca dos investidores por diversificação de maior risco. Esses fundos já somam um patrimônio de mais de R$ 400 milhões, metade disso em aplicações feitas apenas no ano passado. As estratégias variam bastante de gestor para gestor e, neste ano, até dia 9 de fevereiro, a maioria dessas carteiras ganha do CDI, conforme estudo feito pelo Valor com base em dados do site Fortuna. 
Aos poucos, os fundos quantitativos vão também se tornando acessíveis a clientes de varejo de alta renda. No mês passado, o BankBoston passou a oferecer o Boston Expert para seus clientes. E novas empresas estão criando alternativas para os investidores, seja via fundos ou via assessoria financeira. Além disso, alguns multimercados passaram a adotar a estratégia em parte de suas carteiras, caso da Máxima Asset Management. 
A principal característica dos quantitativos é que eles tentam evitar que as emoções dos gestores influenciem nas decisões. Quem decide o que fazer é o modelo, que funciona como uma espécie de robô, mandando o gestor comprar ou vender. Lá fora, o próprio robô faz as operações, caso do mercado internacional de moedas, que funciona 24 horas. 
Fonte: WestLB

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A inteligência artificial e o mercado financeiro

São Paulo - Para que um negócio seja concretizado em bolsa, há necessidade de um comprador e um vendedor. Mas isso não quer dizer que sejam duas pessoas. Atualmente, na verdade, há uma grande probabilidade de que sejam dois robôs, programados previamente por profissionais do mercado de capitais com experiência em estatística.
No programa portfólio desta semana, entrevistamos Luis Gustavo Penteado, diretor de capital markets da Progress. A empresa distribui no Brasil o software Apama, tido como referência mundial para os programas que criam estratégias de investimentos a partir de modelos matemáticos com algoritmos. O executivo explica como esses programas funcionam e o avanço do negócio no Brasil.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Inteligência artificial chega a Wall Street


Wall Street é conhecida por não aprender com seus próprios erros. Talvez as máquinas possam se sair melhor.
Essa é a esperança de um número cada vez maior de investidores que estão recorrendo à ciência da inteligência artificial para tomar decisões de investimento.
Com a inteligência artificial (IA), os programadores não somente preparam seus computadores para tomar decisões em resposta a certos dados. Eles permitem que os sistemas aprendam com certas decisões e se adaptem. A maioria dos investidores que tenta usar a alternativa recorre à "aprendizagem de máquina", um segmento da inteligência artificial no qual um programa de computador analisa grandes grupos de dados e faz previsões sobre o futuro. Ela é usada por empresas de tecnologia como oGoogle para casar as buscas na internet com os resultados, e pela locadora de vídeoNetflix para prever quais filmes provavelmente serão alugados.
Um recém-chegado à corrida da IA em Wall Street é a Rebellion Research, uma pequena administradora de recursos de Nova York com um patrimônio de cerca de US$ 7 milhões que está usando um programa de aprendizagem de máquina para investir em ações. Administrado por um pequeno time de jovens gênios da matemática e da computação, na casa dos 20 anos, o fundo de hedge da Rebellion tem um histórico de resultados sólido, batendo o índice Standard & Poor's de 500 ações em uma média de 10% ao ano, depois das taxas, entre seu lançamento, em 2007, até junho passado, de acordo com pessoas próximas do fundo. Como muitos fundos de hedge, sua meta é ter resultados superiores ao desempenho do mercado, ano após ano.
"Está muito claro que os seres humanos não estão melhorando", diz Spencer Greenberg, de 27 anos, que é o cérebro por trás do sistema de IA da Rebellion. "Mas computadores e algoritmos estão sempre se tornando mais rápidos e mais robustos."
Comenta-se que alguns sofisticados fundos de hedge, como o Renaissance Technologies LLC, com sede em East Setauket, em Nova York, também usaram a inteligência artificial para investir. Mas, por anos, essas empresas foram a exceção. Algumas companhias que se aventuraram a usar a IA não acreditam muito que ela esteja, de alguma forma, próxima de funcionar.
A Rebellion faz parte uma nova geração de empresas que usam a aprendizagem de máquina para operar. O Cerebellum Capital, um fundo de hedge de San Francisco com patrimônio de US$ 10 milhões, começou a usar a aprendizagem de máquina em 2009. Um grupo de companhias que fazem transações de alta frequência, tais como a RGM Advisors LLC, de Austin, no Texas, e a Getco LLC, de Chicago, estão recorrendo à aprendizagem de máquina para ajudar seus sistemas de negociação eletrônica a comprar e vender ações de forma eficiente, segundo pessoas familiarizadas com as empresas.
Os programas são eficazes, dizem os proponentes, porque podem mastigar um grande volume de dados em um curto período de tempo, "aprender" o que funciona e ajustar rapidamente suas estratégias. Já a técnica quantitativa tradicional pode utilizar uma única estratégia ou uma combinação de estratégias de um só vez, mas não pode se mover entre elas ou modificá-las com base no que o programa determina que funciona melhor.
"Nenhum ser humano poderia fazer isso", diz Michael Kearns, professor de ciência da computação da Universidade da Pensilvânia que usou a IA para investimentos em empresas como o Lehman Brothers Holdings. "A sua cabeça explodiria."
A Rebellion lutou contra dificuldades para captar dinheiro, em parte porque desde a crise de crédito os investidores têm dúvidas sobre estratégias obscuras baseadas em matemática.
A empresa conseguiu atrair pelo menos um cético da abordagem quantitativa: Jean-Marie Eveillard, um conhecido investidor que recentemente aplicou várias centenas de milhares de dólares do seu próprio dinheiro na Rebellion. "Minha especialidade não é o investimento quantitativo", diz ele. "Mas acho que eles são investidores sérios, e estou impressionado com o fato de que não tenham alto giro de carteira (...) e não usem alavancagem."
Greenberg, da Rebellion, está bem familiarizado com o mundo dos investimentos. Seu pai, Glenn Greenberg, é um investidor de valor iconoclasta e gestor da Brave Warriors Advisors que recentemente se separou de seus sócios na Chieftain Capital Management.
O sucesso passado não significa que a Rebellion vai continuar a bater o mercado. Como em várias estratégias quantitativas, seu sistema pode parar de funcionar se os fundamentos do mercado mudarem de maneiras que o programa de computador, batizado de "Star", não conseguir processar.
O que faz o Star inteligente, diz Greenberg, é a habilidade de ajustar a estratégia com base na mudança da dinâmica do mercado e da economia como um todo. O programa não está casado a nenhuma estratégia singular de investimento. Sob certas condições, o fundo vai comprar ações baratas e em outras vai favorecer papéis cujas cotações estão subindo rapidamente - ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Diferentemente dos fundos de alta frequência que usam a inteligência artificial para ajudar nas negociações rápidas, a Rebellion tende a segurar as ações por longos períodos - em média quatro meses, mas, em alguns casos, mais de dois anos. Ela também não vende ações a descoberto e não se alavanca, ou seja, não toma dinheiro emprestado para investir, algo que pode ampliar os ganhos mas também eleva os riscos.
O programa monitora cerca de 30 fatores que podem afetar o desempenho de uma ação, como a relação preço-lucro e as taxas de juros. Regularmente, o programa utiliza dados referentes a um período de mais de dez anos, assim como os últimos movimentos do mercado, para decidir comprar ou vender uma ação. Quando certas estratégias deixam de funcionar, o programa automaticamente incorpora essa informação, "aprende", e ajusta a carteira.
Por exemplo, ele pode detectar dados que indicam que empresas com uma baixa relação preço-lucro têm probabilidade de subir e comprar essas ações. Depois, se o programa descobrir que essa estratégia deve perder fôlego, a partir da mudança dos fatores que acompanha, ele vai se desfazer dessas ações e comprar outras que considere melhores.
Todas as manhãs, o Star recomenda uma lista de ações para compra e venda - muitas vezes ele não indica troca nenhuma. Um corretor faz as mudanças. A empresa diz que nunca discorda do programa, que é basicamente o mesmo desde o início da empresa, em 2007, com pequenos ajustes. A Rebellion normalmente tem em carteira de 60 a 70 ações por vez.
Greenberg começou a projetar o Star em meados de 2005, logo depois de se formar em engenharia na Universidade Columbia, de Nova York. Alexander Fleiss, amigo da escola secundária com formação em finanças e matemática, se uniu a ele, assim como Jonathan Sturges, um matemático que o ajudou a criar o programa de inteligência artificial.
Em janeiro de 2007, com um capital de US$ 2 milhões, o programa começou a escolher ações. Naquela época, o fundo passou a assumir posições defensivas, como ações de serviços públicos. A Rebellion ganhou 17% em 2007, em comparação com uma alta de 6,4% da Média Industrial Dow Jones, segundo pessoas próximas do fundo.
Ela manteve a estratégia defensiva durante quase todo o ano de 2008, com ações ligadas aos setores de ouro, petróleo e serviços públicos. Ainda assim, perdeu dinheiro como a maioria dos investidores, com queda de 26%, mas superando o índice Dow Jones, que teve desvalorização de 34%.
No começo de 2009, o Star começou a comprar ações surradas, como as de bancos e seguradoras, que se beneficiariam da recuperação econômica. "Ele ficou carregado em ações de valor", diz Fleiss, referindo-se ao programa de IA. O fundo acumulou ganhos de 41% em 2009, mais que o dobro da alta registrada pelo Dow Jones, de 19%.
A carteira atual do fundo é basicamente defensiva. Uma de suas maiores posições é em ações de empresas do setor de ouro, de acordo com pessoas ligadas ao fundo.
A estratégia defensiva a princípio preocupou Fleiss, que estava mais otimista. Mas a opção, até o momento, se provou inteligente. "Eu aprendi a não questionar a IA", diz.