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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Após disparada, Positivo diz que rumores de proposta são "totalmente infundados"

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
16/02/09 - 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Após a disparada de 78,8% de suas ações no pregão regular da BM&F Bovespa sob rumores de nova proposta de aquisição da Lenovo, a Positivo Informática (POSI3) se dirigiu ao mercado na noite desta segunda-feira (16), negando as especulações que moveram a ação.

Via comunicado, a diretoria de Relações com Investidores da empresa afirma que não obteve confirmação de qualquer negociação em curso que sustente os rumores levantados, considerando as especulações "totalmente infundadas".

"A companhia recomenda que os acionistas não tomem qualquer decisão de investimento com base nessas especulações. Nesse sentido, reiteramos que o objetivo da presente divulgação não é apenas registrar que inexiste, por incompleto, ato ou fato relevante que deva ser divulgado ao mercado na forma da regulamentação em vigor, mas negar a existência de qualquer negociação em curso para venda do controle da companhia".

Proposta de R$ 31 por ação?
As especulações apontando a Positivo como alvo de aquisição por alguma das gigantes internacionais do setor tiveram início em dezembro do ano passado, quando o jornal O Estado de São Paulo afirmou que representantes da Dell e da Lenovo haviam visitado a sede da empresa pois teriam interesse em sua compra.

Os rumores se confirmaram poucos dias depois quando a brasileira anunciou que havia rejeitado uma proposta da Lenovo para a aquisição da maioria dos papéis da companhia no valor de R$ 18,00 por ação. Considerando a cotação de fechamento daquela sessão, o montante representava um potencial de valorização de 121% para os ativos.

Dois meses após o fato, a Positivo voltou a ser notícia nesta segunda-feira, novamente envolvendo uma possível negociação com a Lenovo. O rumor do mercado apontava para uma oferta de R$ 31,00 por ação, corresponde a um expressivo upside de quase 300% frente à cotação dos papéis no fechamento da semana passada.

Ações incorporam rumores
Em resposta às especulações, a ação da Positivo fechou a segunda-feira com forte valorização de 78,85%, cotada a R$ 9,30. Destaque também para o volume de negócios - quarto maior do dia, atrás somente de Vale, Petrobras e Itaú, respectivamente - que movimentou R$ 112,3 milhões.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Concorrentes negociam compra da Positivo











Líder na fabricação de computadores pessoais no mercado brasileiro, a paranaense Positivo Informática está despertando forte interesse das gigantes mundiais do segmento, que enxergam numa possível aquisição uma chance única de consolidar a posição num dos mercados de maior crescimento na venda de PCs do mundo. Ao menos duas das multinacionais de peso, a americanaDell e a chinesa Lenovo, que comprou a divisão de PCs da IBM anos atrás, estão em conversas com a Positivo. E ao menos uma delas fez uma proposta de compra nas últimas semanas. Mas há quem acredite que a Hewlett-Packard (HP) também possa estar rondando empresa.

A empresa contratou o banco de investimentos UBS Pactual para assessorá-la nas conversas e abriu um "data room" para os interessados acessarem suas informações.

 

Apesar do forte assédio, há dúvidas no mercado a respeito do tamanho do apetite dos controladores da fabricante paranaense de vender a companhia. "O grupo está capitalizado, os controladores também. Portanto, eles não têm necessidade de fechar negócio num momento de mercado em que os preços dos ativos estão deprimidos", diz um banqueiro de investimentos.

 

As ações da Positivo, que abriu seu capital em dezembro de 2006 com uma oferta de R$ 604 milhões (a maior parte secundária, em que o dinheiro vai para os controladores), já caíram cerca de 90% neste ano e seu valor de mercado está em meros R$ 400 milhões. Os papéis da empresa que chegaram ao mercado valendo R$ 23,50 em dezembro de 2006, beiraram R$ 50 em seu pico e na sexta fecharam valendo uma fração disso: R$ 4,75.

 

Uma eventual venda não obedeceria ao preço de mercado. Segundo apurou o Valor, as ofertas poderiam ser feitas num patamar de preços de R$ 20 a R$ 25 por ação. Pelo estatuto social da empresa, uma oferta teria de ser feita pela cotação máxima atingida pelo papel, que foi de R$ 48,80 em novembro de 2007. A analistas, no entanto, consideram esse valor muito elevado pelas condições atuais do mercado.

 

Os controladores da Positivo detêm 70% do seu capital e cerca de 27% das ações estão no mercado. Uma eventual compra do controle levaria à necessidade de uma oferta aos minoritários, com "tag along" de 100% - os minoritários têm direito ao mesmo preço pago aos controladores.

 

O presidente da Positivo, Hélio Bruck Rotenberg, que em algumas ocasiões negou rumores sobre a possível venda da companhia, alterou o tom do discurso recentemente. Na teleconferência dos resultados do terceiro trimestre com analistas de bancos, feita em 10 de novembro, Rotenberg afirmou que não havia nada que justificasse "qualquer anúncio legal", e acrescentou: "não é que não tenhamos sido procurados desde que abrimos capital, mas não há absolutamente nada concreto."

 

Além das fábricas e de sua participação de mercado, um dos grandes atrativos da Positivo é a sua boa rede de distribuição no varejo. A Dell, por exemplo, desenvolveu seu modelo de negócios baseado em vendas online e no mercado americano vem perdendo espaço por conta disso. Líder no passado, agora a Dell corre atrás da HP.

 

A Positivo Informática foi criada em 1989, como um braço de negócio do Grupo Positivo, o maior do país no segmento de educação e que faturou R$ 2,7 bilhões no ano passado. O grupo foi fundado em 1972 por oito professores que decidiram criar um cursinho pré-vestibular. O movimento foi liderado pelo professor Oriovisto Guimarães, presidente do conselho da companhia.

 

No terceiro trimestre deste ano, a Positivo registrou participação de 13,2% do mercado total de computadores pessoais do país - que inclui o chamado segmento cinza. Quando se considera apenas o chamado mercado oficial, sua participação foi de 21,5% no terceiro trimestre, sendo 24,8% em desktops e 16,9% em notebooks. Sua posição equivale à soma da segunda e da terceira colocadas.

 

Preços em queda e crédito farto turbinaram as vendas de PCs no país nos últimos tempos, fazendo com que os brasileiros passassem a comprar mais computadores do que televisores. Em 2007, o Brasil foi o quinto maior mercado de computadores pessoais no mundo, depois de ocupar a sétima posição em 2006. Antes da crise atual, projeções apontavam que em 2010 o país poderia ser o terceiro maior mercado, atrás apenas de EUA e China. Embora o fim de ano ainda aponte para vendas aquecidas, o mercado deve começar a se ressentir da alta do dólar, que tem impacto direito sobre o preço dos produtos de informática, e também do crédito menos generoso. Muitas varejistas já reduziram os prazos do crediário. (Colaborou Marli Lima, de Curitiba)

Fonte: ValorOnline

Links: Positivo Informática